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MensagemEnviado: 04 set 2016, 10:42 
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Registado: 29 set 2015, 17:43
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Bom dia a todos!

Primeiro que tudo, agradeço pela vossa paciência. Fui afetado por tudo esta semana, desde jantares e reuniões familiares a problemas de saúde. Coloquei pelo menos uma subida para cada membro mas mesmo assim alguns aparecem mais representados que outros. Se houver erros coloquem nos comentários e espero que gostem.

10ª - Mont du Chat - sugerida por wolfking

Uma subida que a partir de meio é extremamente dura e regular. Foi utilizada pelo Tour de France apenas em 1974 e foi nela que Gonzalo Aja deixou Eddy Merckx e Raymond Poulidor para trás. No entanto, Merckx e Poulidor acabariam por se juntar na descida e o "Canibal" acabaria por vencer a etapa que terminava em Aix-les-Bains. Destaque para o top 10 de Joaquim Agostinho nesse dia.
Para quem quiser fazer esta subida um dia, coloco um testemunho de uma pessoa que aceitou esse desafio. A subida é de uma dureza extrema mas no topo desta dificuldade montanhosa. Para os motivar ainda mais, existem placas que ficaram lá de 1974 com a inclinação da subida. Mas no topo desta dificuldade montanhosa, existe um mirador com uma vista fantástica para o Lago de Bourget que compensa o esforço feito.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Classificação da etapa referida:
http://www.procyclingstats.com/race.php?id=120210

Testemunho de uma pessoa que fez esta subida:
http://www.cycling-challenge.com/relais-du-mont-du-chat/

Imagens:
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9ª - Courchevel (Altiport) - sugerida por dvdgms

Uma subida muito longa (22.2 Km) e com uma pendente muito regular (6.2%). Foi utilizada apenas 3 vezes (1997, 2000 e 2005) no Tour de France mas é bastante possível que tenha sido utilizada mais vezes no Criterium du Dauphine (se alguém se recordar que coloque nos comentários). Os vencedores aqui nestas 3 ocasiões foram ou são lendas do ciclismo mundial: Richard Virenque, Marco Pantani e Alejandro Valverde.
Na primeira ocasião, Richard Virenque deixou os seus companheiros de fuga para trás no Col de la Madeleine, que antecedia a subida final. Apesar de ainda ter sido apanhado por Jan Ullrich, acabaria por vencer uma etapa que foi brutalmente endurecida pela Team Telekom de Ullrich desde os primeiros quilómetros. Em 2000, Marco Pantani conseguiu uma vitória importante frente a Lance Armstrong atacando na subida final e em 2005, Alejandro Valverde bateu Lance Armstrong ao sprint numa subida endurecida pela Discovery Channel.
Apesar de tudo o que aqui aconteceu, cada se torna mais difícil vermos uma repetição desta subida até porque em 2014 no Criterium du Dauphine, uma subida para o trampolim de saltos de esqui de Praz foi testada e esta conta com apenas 5.5 quilómetros de extensão e a sua pendente é extremamente regular. Não fosse uma etapa que já vinha louca quando ai chegou e teria sido um sprint no último quilómetro que teríamos visto neste dia.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Classificação das etapas referidas:
http://www.procyclingstats.com/race.php?id=100264
http://www.procyclingstats.com/race.php?id=100423
http://www.procyclingstats.com/race.php?id=101038

Imagens:
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8ª - Punta Veleno - sugerida por Fuji

A única razão pela qual esta subida está em 8º lugar é porque a achei dura de mais. Esta nos planos para a edição de 1972 do Giro d'Italia mas Vincenzo Torriani, o diretor do Giro na altura, concluiu que era dura demais para uma grande volta e decidiu removê-la do percurso. Grandes figuras que aqui treinaram, como Gilberto Simoni e Damiano Cunego, consideram que esta subida é mais dura que o Mortirolo ou Zoncolan e passados 40 anos desde 1972, o Giro del Trentino resolveu "desenterrar" esta velha subida. A etapa foi ganha por Domenico Pozzovivo num dia que se revelaria duríssimo em termos de montanha.
A paisagem ao longo da subida é bastante agradável, contrastando totalmente com a dureza da subida que em algumas zonas possui um piso em más condições.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Classificação das etapas referidas:
http://www.procyclingstats.com/race.php?id=112379

Artigo interessante sobre esta subida:
http://www.bikelabvideo.it/en/component/content/article/10-sqita/78-b1072-punta-veleno-rlv-real-life-video

Imagens:
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7ª - Sant'Elpidio a Mare - sugerida por Roche

Uma subida com cerca de 4 quilómetros, com um muro no final de 365 metros a 19.8%. Foi utilizada no Tirreno-Adriatico de 2013 e também graças à chuva, tivemos uma etapa louca em que não foi só a inclinação que fez estragos neste dia; também a superfície irregular e a estrada estrada estreita, ajudadas pela chuva, fizeram com que um corredor é forçado a parar devido à inclinação como muitas vezes acontece no Tour de Flanders, todos os que vinham atrás tinham que parar também para não acontecer uma queda, o que contribuiu e de que forma para a fragmentação do pelotão. A etapa seria ganha por Peter Sagan, que atacou conjuntamente com Vincenzo Nibali e Joaquim Rodriguez na última passagem por aqui nesse dia, ficando o "Tubarão" com a liderança e mais tarde com a vitória do Tirreno-Adriatico 2013.
Infelizmente, a polémica depois desta etapa foi tanta que duvido que esta subida venha a ser utilizada nos próximos anos. Mas esperemos que tudo seja esquecido rapidamente e que esta colina surja novamente para dar espetáculo.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Classificação das etapas referidas:
http://www.procyclingstats.com/race/TirrenoAdriatico_2013_Stage_6

Artigo interessante sobre esta subida:
http://inrng.com/2013/03/sant-elpidio-al-mare-climb/

Imagens:
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6ª - Col de l'Iseran - sugerida por wolfking

Sendo uma das estradas pavimentadas da Europa a maior altitude, esta vertente da qual irei falar, com início em Bonneval-sur-Arc, conta com 13,4 Km a 7,3% e foi ultrapassada por cinco vezes no Tour de France (1938, 1939, 1949, 1959 e 1963). Não encontrei registos da utilização desta subida no Criterium du Dauphine ou até mesmo no Giro d'Italia visto que esta subida é extremamente acessível a partir do Col du Mont-Cenis via Susa, Itália. É possível descer do Col d'Iseran para Val-d'Isère e terminar ai uma etapa, à semelhança do que aconteceu em 1963, quando Fernando Manzaneque venceu aqui com mais de cinco minutos de vantagem para o segundo classificado! Encontrei a classificação da etapa no ProCyclingStats mas não está correta.
Desconheço quem paga para que o Col d'Iseran apareça no Tour, mas muito possivelmente será a estância de Val-d'Isère. A mais provável razão pela qual esta subida tem sido muito pouco utilizada é por falta de interesse ou de dinheiro para investir no ciclismo por parte desta estância francesa que espero que um dia perceba que o ciclismo é um bom investimento.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Imagens:
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5ª - Blockhaus - sugerida por DoMovin

Localizada na região de Abruzzo, é o exemplo perfeito da combinação de longa distância e dureza. Com aproximadamente 23,5 quilómetros, fazendo grande parte deles parte do Passo Lanciano, esta subida foi utilizada cinco vezes no Giro d'Italia (1967, 1968, 1972, 1984 e 2009) sendo estreada em 1967 com uma vitória de Eddy Merckx, existindo até uma bicicleta chamada "Blockhaus 67" dedicada a esta vitória, que foi lançada este ano pela Eddy Merckx Cycles. Também Franco Bitossi (1968), José Manuel Fuente (1972; curiosamente a subida estava incluída numa meia-etapa de menos de 50 quilómetros) e Moreno Argentin (1984) venceram aqui. Mais recentemente, em 2009, a subida regressou ao Giro para comemorar os 100 anos desde a primeira edição. O final foi encurtado em cerca de 5 quilómetros quando a equipa da RAI que fazia a cobertura do Giro o exigiu porque considerou que a parte final da subida era demasiado estreita. A vitória nessa jornada de apenas 79 quilómetros sorriu a Franco Pellizotti, que atacou muito longe da meta (a 14 quilómetros), acabando por levar a vitória. Menchov solidificou a sua liderança e acabaria por vencer esse Giro.
Sinceramente não encontro nenhuma razão que não seja a falta de investimento pela qual esta subida não seja feita sobretudo pelo Tirreno-Adriatico que passa muito regularmente no Passo Lanciano. Poderá ainda ser bem aproveitada por esta prova de uma semana no centro de Itália.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Classificação das etapas referidas:
http://www.procyclingstats.com/race/Giro_Italia_2009_Stage_17_Blockhaus

Imagens:
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4ª - Monte Crostis - sugerida por wolfking

Com 10 quilómetros e uma pendente média de 11%, esta subida apresenta semelhanças com o Zoncolan. Integrou o percurso original do Giro d'Italia 2011, aparecendo mais concretamente numa etapa em que estas duas subidas eram combinadas. Infelizmente, o projeto original de fazer uma etapa "Crostis + Zoncolan" acabou por não se realizar devido a protestos não contra a dureza da subida mas contra uma descida técnica que foi e é temida ainda mais que a ascensão em si, sendo estes protestos motivados e reforçados pelo facto de estarmos numa edição do Giro que já contava com duas tragédias: o falecimento de Wouter Weylandt na descida do Passo del Bocco ao terceiro dia de competição e uma queda grave de Tom-Jelte Slagter ao quinto dia.
Muito diálogo se desenrolou entre os ciclistas e a organização sobre a utilização (ou não) desta subida, existindo inclusive uma mostra de um vídeo por parte da organização a alguns ciclistas contra esta utilização, como Alberto Contador (líder dessa edição; chegou a reconhecer esta montanha), Vincenzo Nibali, David Millar e Dario Cioni, quando este último ainda competia ao mais alto nível. Depois de toda esta polémica em 2011, duvido que voltaremos a ver esta súbida numa grande volta nos próximos anos.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Imagens:
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3ª - Superbagnères - sugerida por Hugo Contador

Uma subida com cerca de 16 quilómetros a uma pendente de cerca de 7%. Integrou o percurso do Tour de France por seis vezes (1961, 1962, 1971, 1979, 1986 e 1989), sendo que em três delas foi palco de uma cronoescalada com início em Bagnères-de-Luchon. Imerio Massignan, Federico Bahamontes, José Manuel Fuente, Bernard Hinault e Robert Millar venceram aqui mas foi de Greg Lemond que saiu uma vitória memorável em 1986. Numa edição do Tour que é considerada por muitos a melhor da história, uma autêntica telenovela se desenrolava dentro da equipa La Vie Claire. Nessa edição, Bernard Hinault vestia a amarela e cometeu o erro de atacar na descida do Col du Tourmalet (primeira contagem desse dia), sendo mais tarde alcançado na descida do Peyresourde (penúltima contagem do dia) por um grupo que incluía o seu companheiro de equipa. O norte americano por sua vez atacou na ascensão final, deixando Hinault e o restante grupo para trás, seguindo isolado até à meta para conseguir provavelmente a maior vitória da sua carreira. Neste dia, Lemond ganhou 4:39 a Bernard Hinault, iniciando uma recuperação no total de 8:12 em apenas dois dias de alta montanha!
É uma pena que esta subida esteja na prateleira depois de todos os grandes espetáculos que aqui aconteceram. Que esta subida volte depressa ao Tour de France pois este bem precisa de uma chegada em alto com mais de 12 quilómetros.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Artigo sobre os acontecimentos da etapa referida (avançar para a parte 4):
http://cyclinghistorybyfbs.blogspot.pt/2012_12_09_archive.html

Imagens:
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2ª - Colle della Fauniera - sugerida por wolfking

Com mais de 20 quilómetros e uma pendente elevada, o Colle della Fauniera foi utilizado apenas duas vezes no Giro d'Italia (1999 e 2003). Em 1999, foi Paolo Salvoldelli que venceu a etapa com final em Borgo San Dalmazzo, passando a camisola rosa de Laurent Jalabert para Marco Pantani, uma mudança que se revelaria definitiva e que garantiu um monumento em memória do "Pirata" no alto desta subida. No Giro 2001, uma etapa com final no Santuário de Sant'Anna di Vinadio que incluía esta subida foi anulada. Não consegui encontrar nenhum motivo concreto para tal anulação (se alguém souber que coloque nos comentários), no entanto, a sua utilização foi adiada para 2003, onde foi estendida em quilómetro e meio, prolongando-se a ascensão até ao Colle d'Esischie, o Cima Coppi dessa edição do Giro. Foi Dario Frigo quem venceu essa etapa com final em Chianale, mais concretamente no Valle Varaita.
Talvez a dureza desta subida e o mau estado da estrada constituem as principais razões pela qual não a vemos desde 2003 mas com centésima edição do Giro, os organizadores têm uma oportunidade ideal para tornar este tão sonhado regresso realidade.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Excerto em vídeo da descida de 1999:


1ª - Col du Granon - sugerida por Hugo Contador

Com 11 quilómetros e meio e com uma pendente média de 9,2%, esta subida é só um pouco menos dura que o Mortirolo. Mas há uma diferença entre ambas: aqui no Col du Granon, existem todas as condições para que uma etapa de uma volta de ciclismo aqui termine. Apenas recebeu o Tour de France por uma vez em 1986. Foi nessa etapa que decorreu a parte dois da recuperação monumental de mais de oito minutos de Greg Lemond. Com o Col de Vars e o Col d'Izoard a anteceder esta subida, o norte americano e o suíço Urs Zimmermann ganharam mais de dois minutos a Bernard Hinault. Também é de destacar a enorme etapa que fez Eduardo Chozas, que seguiu isolado desde o Col de Vars e ainda venceu com mais de 6 minutos para Zimmermann e para Lemond, respetivamente segundo e terceiro.
A principal razão pela qual coloquei esta subida na primeira posição foi porque combina logo com o Col du Galibier ou com o Col d'Izoard, duas das mais míticas subidas dos Alpes. Talvez a proximidade destas duas subidas míticas faça com que o Col du Granon caia um pouco no esquecimento dos patrocinadores. E temos que ter em atenção que a sua utilização no Tour de France de 2017, apesar de já ser pouco provável, ainda não está totalmente descartada.

Perfil da subida (vertente utilizada):
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Imagens:
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Para concluir, peço mais uma vez desculpa por ter demorado tanto tempo a fazer esta crónica. Como de costume, podem analisar a ordem deste top 10 nos comentários e por fim admito que tive bastante dificuldade a ordenar e a escolher estas subidas pois todas elas são fantásticas. Obrigado pelas sugestões!
Quanto a este espaço, espero voltar o mais depressa possível para fazer uma análise pormenorizada à Vuelta a España de 2016.


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