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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 26 Fev 2014, 20:35 
Jensie
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Muito importante para mim por causa de uma rapariga essa música, mas nada como a Telegraph Road e a Love Over Gold, imo.

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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 26 Fev 2014, 21:12 
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Mais uma vez, bom trabalho Marco =D>

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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 26 Fev 2014, 21:21 
Brevemente a curar os "dementes" diagnosticados pelo Dinli
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Localização: Está a ver a rotunda? Então você segue, segue, segue, segue...
Muito bom Marco, uma boa leitura, e uma excelente escolha musical. :P

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Nunca serás esquecido, Pedro Peixoto aka Robbie Contador (1992-2011)!!


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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 26 Fev 2014, 21:48 
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MarcoAZB Escreveu:
Quando for "grande" quero uma Strat como a dele.

A Strat mais famosa que ele usou nem era dele, foi o Clapton que lhe emprestou para ele gravar um álbum. E julgo que ele até referiu isso nos agradecimentos.


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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 26 Fev 2014, 22:06 
Cicco
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Para mim foi um enorme trabalho teu Marco. Gostei imenso e valeu a pena ler tudo e ir ouvindo as músicas. Conheces a True Love Waits dos Radiohead? É fantástica e até és capaz de gostar. Acho que em álbum só saiu uma versão live, mas já não me recordo.
Bem, eu estou a preparar a minha, vamos ver quanto tempo demoro.


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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 27 Fev 2014, 02:53 
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dberkie Escreveu:
MarcoAZB Escreveu:
Quando for "grande" quero uma Strat como a dele.

A Strat mais famosa que ele usou nem era dele, foi o Clapton que lhe emprestou para ele gravar um álbum. E julgo que ele até referiu isso nos agradecimentos.


Eu sei que as Strats dele não eram normalmente Fenders mas sim cenas customs, mas por acaso isso não sabia.

Ainda assim, a Fender Signature dele aparenta ser fantástica. Aparentemente deixaram de a produzir, mas adorava ter uma.

edit: Vou explorar, Sican. Obrigado.

Espero não ter sido demasiado chato com os posts. Como disse, têm um carácter algo depressivo porque algumas das músicas também têm esse carácter e como tal também as associo por norma a momentos menos bons.

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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 27 Fev 2014, 03:36 
Cicco
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Pelo menos, por mim não foste. Acabaste por me roubar uma data de escolhas que tive de repensar, para isto não se tornar demasiado repetitivo. :mrgreen:
Já fiz para aí um terço da playlist, lá para o fds devo ter isto feito. :P


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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 27 Fev 2014, 13:25 
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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 28 Fev 2014, 02:27 
Cicco
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Registado: 01 Fev 2009, 19:26
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PARTE 1:
À medida que fui fazendo a playlist, percebi que me era impossível colocar isto num só. Não vou fazer algo da dimensão que fez o Marco, mas estará aí pela metade, como tal lançarei a playlist em 2 posts separados, para não sobrecarregar muito.
Não sei exactamente por onde iria começar por explicar este playlist. Posso-me chamar de "musicholic", para todo o lado onde vou ando com uns fones e por aí também me podem tratar por anti-social, porque pouco vou falando nas viagens. :mrgreen: A verdade é que a música transporta-me para locais que não consigo ir doutra maneira e acaba por retratar várias fases pelas qual passei e influencia o meu estado de espírito.
Para se ter uma noção, o meu Starred no Spotify já vai com quase 1300 músicas e ando com uma listinha de algumas 150 bandas para ir explorar, para não me esquecer de nada, portanto até sou um bocado a modos que obcecado. :lol:

Não comecei por ser o fã de indie e alternative rock que sou agora. Dadas as minhas origens, tinha que andar sempre com aquelas músicas comerciais de rap e R&B aí de 2005 e 2006 no meu mp3, sendo que até o reggaeton passou por aqui, tendo chegado a ter a mítica Gasolina do Daddy Yankee como toque polifónico (!!!) do telemóvel (e gastei dinheiro para comprar aquela oops). Mas na verdade, ainda ouvia uns bons sons dos anos 70, 80 e 90 impulsionado pelo meu Pai que gostava imenso daquela época (pudera...). Uma das bandas favoritas dele eram os Pink Floyd. Naquela altura, o que me ficava no ouvido era os putos a gritar "We don't need no education, We don't need no thought control" na Another Brick in the Wall, da qual eu nem sabia o nome, só vindo a saber uns anos mais tarde. O que é certo é que vou optar por pôr outra música deles, visto que a outra é um marco da história que todos nós conhecemos:
Pink Floyd - Time

Os Pink Floyd são, imo, uma das 3 melhores bandas de toda a história e têm aquele que é para mim o melhor álbum de sempre (Dark Side of the Moon) e no qual está presente esta autêntica obra-prima que é a Time. Tudo está bem feito, a música parece encaixar de forma completamente perfeita. A primeira vez que a ouvi foi com uma daquelas bandas de tributos que às vezes tocam por aí e, na altura, nas míticas festas do Alandroal isto ficou-me marcado, tendo acabado por descobrir o nome umas semanas mais tarde com o meu Pai. Vim a saber há umas semanas que os relógios que tocam ao início foram gravados pelo grande Alan Parsons, do qual também recomendo o seu fantástico projecto.
Quanto às letras, são um aviso claro para não perdermos tempo. Quando somos mais novos, muitas vezes guardamos imensas coisas para fazer mais tarde, mas a verdade é que acabamos por não concretizar sonhos nossos e vivenciar experiências que poderão valer bem a pena. E ninguém melhor que o Roger Waters para nos mostrar isso:
You are young, and life is long
And there is time to kill today
And then one day, you find
Ten years have got behind you
No one told you when to run
You missed the starting gun


Daqui parto para outra das grandes paixões musicais que o meu Pai me passou, os Queen. Epá, bastava terem o Freddie para serem uma banda absolutamente fantástica, mas o facto é o Brian, o Roger e o John também valem a pena e são enormes artistas. São a minha banda de eleição, tudo o que ouvi deles acho absolutamente incrível. Comecei por conhecer as habituais We Are the Champions e a We Will Rock You, que se ouvia no antigo Estádio da Luz e mesmo neste actual, mas que agora já quase não se ouve, infelizmente. Era impossível não conhecê-las, mas nunca tinha realmente procurado saber muito deles até um dia do alto dos meus 14 ou 15 anos ter resolvido espreitar no Youtube. Fui dando de caras com o enormíssimo reportório deles, até ter chegado à Bohemian Rhapsody que está imortalizada nas melhores de sempre. O que é certo é que não é essa que trago, mas sim...
Queen - Too Much Love Will Kill You

Esta dá-me arrepios sempre que a oiço. Sempre. Estou a escrever isto enquanto a oiço e, vai soar lamechas, mas toca cá mesmo no fundo. Descobri-a aí há uns 2 anos, estava eu a ouvir uns sons do Freddie à capella e apareceu isto e foi como que "amor à primeira vista". O solo do Brian May é excelente. Esta não aparece no magnífico concerto deles, em Wembley (onde destaco a Love of My Life :heart: ), no ano de 1986, nem no estupendo concerto no Rock in Rio, em 85, os quais são autênticos must para quem goste realmente de música, mas vale a pena. O refrão é a mais pura das verdades:
Too much love will kill you
Just as sure as none at all
It'll drain the power that's in you
Make you plead and scream and crawl
And the pain will make you crazy
You're the victim of your crime
Too much love will kill you every time


Daí parto para a minha fase Muse. Passava os dias inteiros a ouvir o que eles tinham e, apesar do último péssimo trabalho, ainda tenho aquele desejo de os ver ao vivo. Na altura, fiz uma promessa que não passava a minha vida sem assistir ao vivo a um concerto deles e lá terei que cumprir, ainda que as últimas setlists não me agradem. Na altura que os comecei a ouvir, nem o The Resistance tinha saído e andei vidrado tempo sem fim na Knights of Cydonia, sem razão aparente, passei pela Supermassive Black Holes ainda ela não andava em Twilights da vida e até fui buscar o Showbiz, mas a música que me dá muitas vezes o power necessário para enfrentar o dia é esta:
Muse - Plug In Baby

A intro é brutal. Daquelas coisas fantásticas e que faz o Matt ser um ídolo. Vale a pena ouvir isto e faço questão de o fazer quase todos os dias. Opto por colocar a versão live, porque os Muse são ainda melhor live do que em estúdio. Todo o espectáculo envolvente sempre valeu a pena e vai continuar a valer. Fico à espera que o Jorge um dia me pague o bilhete, porque é um daqueles sonhos que têm mesmo que ser concretizados.

Foi nessa fase Muse que ia conhecendo outras bandas rock e foram aí que apareceram os Arctic Monkeys. Tenho que salientar uma coisa, eles são a minha banda preferida da actualidade, como de muita gente aqui do fórum. :mrgreen:
A cena quando os conheci é que tem algo de engraçado. Naquela altura, fazia a viagem para a secundária de autocarro e havia o hábito (parvo, por sinal) de pôr o telemóvel em bom som a tocar nos bancos de trás do autocarro para irmos todos ouvindo. Por entre os Snoop Dogg's e os Black Eyed Peas, tinha um colega meu que ouvia cenas como Coldplay, Foo Fighters e ali apareciam uns sócios que eu não conhecia. Houve um dia que resolvi perguntar ao gajo e era a Mardy Bum (sim, o Kronos pelos vistos começou pelo mesmo...). Ainda ouvi a When The Sun Goes Down nesse dia, mas acabei por cagar naquilo, porque não me chamou muito a atenção, dado que nem passava na rádio nem nada do género. Epá, mas o gajo teimava em pôr a Mardy Bum no autocarro e eu fui ficando com aquilo no ouvido e acabei por sacar para o meu mp3 para ir ouvindo de vez em quando. Podia estar aqui o dia todo a explicar a minha evolução por entre todo o trabalho fantástico dos Arctic, mas seria quase repetir o que fez o Marco na playlist anterior, no entanto ele acaba por dizer algo muito certo. O estupendo trabalho do Alex Turner e amigos não está nos singles, mas sim mais escondido. Não vou postar um B-side, mas sim algo que tem um valor sentimental enorme para mim que já passo a explicar:
Arctic Monkeys - Cornerstone

Estávamos no início do ano de 2013 (mesmo no início, pda) e conheci uma pessoa tremenda. Não quero mexer muito nisto, porque me traz mixed feelings e custa-me um bocado falar nesta situação. O que é certo é que esta pessoa partilhava um gosto enorme pelos Arctic Monkeys, aliás foi ela que tornou estes gajos na minha banda preferida. Acabámos por ir ao SBSR o ano passado, para ver a banda do coração e isto foi A música que faz tudo valer a pena. Os 50 euros ficaram a saber a pouco por tudo o que passei naquelas horas. É o concerto da minha vida e é a minha música preferida dos macacos a partir daquele dia. Há outras versões da Cornerstone que são capazes de valer mais a pena, mas o Straighten the Rudder é um álbum fantástico (mais um que oiço nas viagens) feito por fans e que recomendo a quem não ouviu. Há coisinhas ali de enorme qualidade.
Quanto aos Macacos, lá estarei este ano a ouvi-los outra vez. Não sei com quem ainda, o que sei é que seguramente sairei de lá satisfeito outra vez. Outro pormenor, é que eu sei que disse que o material mais escondido dos Arctic é o que é melhor, portanto vou só recomendar que oiçam o EP da Cornerstone. A Fright Lined Dining Room então... Muito, muito bom, o meu EP preferido deles. Continuando as recomendações, vejam a performance desta música o ano passado em Glastonbury. Ok, vejam o concerto todo, especialmente a Mardy Bum. Ok, vejam também o concerto no T in the Park em 2011. Ok, vejam... esqueçam, nunca mais saía daqui. :lol:

Entretanto, depois de ter conhecido os Arctic Monkeys, fui evoluindo muito pouco e passei para a faculdade. Aí dei o boom musical. Passava uma fase horrível da minha vida que cheguei a contar cá pelo fórum, com o meu pai emigrado e com problemas de saúde, o meu avô havia falecido há pouco tempo, imensos problemas familiares e tinha entrado para um curso absolutamente desinteressante para mim (ou então entrei de pé esquerdo e nunca mais encarrilei...) e acabei por me refugiar na música. Como passava imensos momentos sozinho em casa (não punha os pés em Lisboa vários dias, porque nem sequer conseguia encarar as aulas com um humor daqueles), fui vasculhando imensas coisas e entrei na zona dos compositores portugueses. A música que melhor representava o que eu queria acreditar era dum músico absolutamente extraordinário e pelo qual tenho um enorme respeito:
Jorge Palma - A Gente Vai Continuar

Pode ser um bêbado do pior e muitas mais coisas, mas isto é uma obra-prima nacional. Andei com isto na mente dias a fio e serviu para ir ganhando força para ultrapassar aquela fase. A letra é daquelas coisas que eu tenho bem gravadas na minha mente, mas este excerto é sublime:
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo

A fruta da verdade dita em 8 linhas.

Era passar duma fase de rockalhada para algo que não tem muito a ver, como é o Jorge Palma. Entretanto, fui enveredando um pouco mais por músicos de grande qualidade e cheguei ao enorme John Mayer. Todos nós conhecemos os hits dele, porque são coisas de enorme sucesso e a verdade é que eu admito que não fui muito mais além deles, mas não podia fazer uma playlist destas sem o referir. Acho que seria falhar um passo crucial. O Mayer tem aquele concerto fantástico em DVD, o Where The Light Is. Eu só o ouvi já eu estava nesta fase que referi. O Mayer é daqueles artistas especiais e um belo método de chamar a atenção a uma gaja. Na altura, estava no curso de Informática, portanto como devem imaginar, não tinha grande variedade... No entanto, conheci uma rapariga que me recomendou vivamente ouvir este concerto e foi chave para eu ir tomar café com ela. Na altura, serviu para me abrir os olhos. Pode parecer que não, mas eu estava tão, mas tão no fundo, que um mero convite deu-me um boom na auto-estima que jazus. Havia muito poucas pessoas que sabiam o que se passava na minha vida e, como tal, optei por me esconder um pouco do mundo e, talvez, seja por isso que acabei por não ter grande ajuda em ultrapassar isto, por isso a tamanha importância daquele convite. :P Anyway, o que me ficou mais no ouvido foi esta:
John Mayer - Gravity

O solo é maravilhoso, o improviso que ele faz é delicioso e a música vale claramente a pena. A minha preferida do Mayer. Fico à espera que ele venha ao RiR. Se eventualmente aparecer no dia de Arcade Fire, apesar de ser completamente diferente, eu lá estarei, porque este gajo vale o dinheiro.

Eis então que passo para 2012 e começo a recuperar e voltei ao rock, desta feita o português. Há 2 bandas portuguesas que me marcam. Eu vou falar delas separadamente.
Primeiro, temos os Ornatos Violeta. Para mim, a melhor banda portuguesa de sempre. O Manel Cruz foi, é e será um autêntico génio. Tive imensa pena de não os ter ido ver ao Coliseu no final desse ano. Epá, na altura, só conhecia o Ouvi Dizer, por causa daquele soçe dos Ídolos, e resolvi conhecer algo mais. Tanto o "O Monstro Precisa de Amigos" como o "Cão" são genialidades puras e, logo naquela altura concluí isso. O 2º álbum deles traz esta preciosidade:
Ornatos Violeta - Capitão Romance

Maravilhoso. Epá, é daquelas coisas que um dia adorava aprender os acordes e tocar sozinho, porque dava-me um gozo tremendo. É a minha música preferida deles, sem dúvida. Têm uma versão já no último dia do concerto no Coliseu dos Recreios, antes de estarem a tocar ao vivo, que também é muito boa. Recomendo.

Daqui parto para a outra banda portuguesa: os Linda Martini. Epá, fui imensamente influenciado a gostar deles. Não fui muito à bola, inicialmente, mas houve uma música que foi ficando nas minhas playlists e acabou por vir fomentar o bichinho por eles, quando lançaram o Turbo Lento o ano passado. Esta era a música:
Linda Martini - Amor Combate

Um luxo a letra. A verdade é que têm letras absolutamente extraordinárias e, para mim, têm lugar garantido na história do rock nacional. São, neste momento, a minha banda preferida a nível nacional, apesar de haver muitos valores emergentes. Têm já bastante experiência adquirida e, acabei por não ir vê-los ao Lux, por causa dum imprevisto, mas não poderei falhar numa próxima oportunidade. Quanto ao tema que tinha começado, a letra:
Eu quero estar lá
Quando tu tiveres de olhar para trás.
Sempre quero ouvir
Aquilo que guardaste para dizer no fim.
Eu não te posso dar
Aquilo que nunca tive de ti,
Mas não te vou negar a visita às ruínas que deixaste em mim.
Se o nosso amor é um combate,
Então que ganhe a melhor parte.

Epá, genial. Todo o Olhos de Mongol é repleto de masterpieces musicais. Está bem no meu top de álbuns preferidos, certamente.

Daqui, começo a conhecer outras bandas com um reportório fantástico, mas tenho que destacar os Blur, Radiohead e os The Smiths. Acabei por dizer as bandas por ordem crescente de importância na minha vida.
Quanto aos Blur, epá tudo o que o Damon Albarn faz fascina-me. Desde os Gorillaz, ao projecto a solo (que vai sair álbum este ano :D ), mas a obra-prima dele são os Blur. Todos nós conhecemos o choque claro que havia entre Blur e Oasis. Pois, eu prefiro os Blur, ao contrário do que me parece a tendência aqui pelo fórum. Apesar de eu não ouvir muito, mas o British Rock nos anos 90 fascina-me imenso e ainda é algo que quero explorar a fundo. Esta música eleva-me logo os níveis de alegria por dia:
Blur - Country House

O The Great Escape não é o meu álbum preferido dos Blur, mas tem a minha música favorita deles. Sei a letra toda de cor, nem sei como, descobri há dias, mas é a melodia que me faz gostar realmente da música. O pessoal quando se refere aos Blur, lembra-se dos WOOOO WOOOOOOOO da Song 2, que também é gira, mas isto é para mim o que eles têm de melhor. Ficam recomendados também a ouvir tudo o que há de Blur.

Daqui passo para Radiohead. O Thom Yorke é outro génio, que tem um excelente projecto a solo, outro óptimo nos Atoms for Peace, mas que é enorme no que faz com os Radiohead. Eles são outros que têm mais um reportório de enorme qualidade. Na altura, conheci-os mais além da Creep e da Paranoid Android, quando estava a terminar o ano no IST. Há algo na música deles que me transmite uma calma, a qual não creio que haja outra banda que o faça. Acho que há muita gente que não compreende a enorme qualidade musical deles e que acha que é música para dormir. A verdade é que estávamos a chegar à altura do concerto deles no Alive, mas com aquilo esgotado acabei por não ir, dado que ainda não conhecia os métodos que conheço hoje em dia. Hei-de esperar mais 10 anos até eles cá voltarem em 2022, pensava eu e ainda penso hoje em dia. Espero pelo regresso. Havia uma música que conseguia retratar o meu estado de espírito. Era depressiva, óbvio, mas vale a pena ouvir...
Radiohead - True Love Waits

Creio que nunca lançaram uma versão de estúdio desta música, mas apenas a versão Live in Oslo, no álbum I Might Be Wrong. Tudo bem que não é o melhor álbum deles, esse creio que será entre Kid A e o OK Computer, mas este álbum também tem um excelente nível e esta música dá-lhe um toque especial.
Chegamos a esta parte:
I'm not living
I'm just killing time

E tínhamos a definição certa do que eu andava a fazer. Certo é que eu sabia disso, estava a perder um ano da minha vida, já tinha definido que queria sair do curso, mas ainda não tinha definido o que fazer à vida. Continuava a ir aos exames e a chumbá-los e a nem sequer ter coragem de encarar os meus pais, porque estava a desiludi-los em toda a linha.

Tinha que dar uma volta de 180 graus à minha vida. Eis que houve um dia em que chumbei a mais uma cadeira e parti uma porta aqui em casa à pancada, reflexos de não despejar quase nada com as pessoas. Naquele dia saiu tudo e tomei a decisão que mais me orgulho nos últimos tempos, que foi ter ido para Economia no ISEG, onde estou feliz. O que é certo é que os Smiths não são um exemplo de músicas felizes, mas tinham uma música que me fazia sonhar com algo mais e que, apesar de não ser exactamente o mesmo tema, aplicava-se ao meu estado de espírito da altura.
The Smiths - Please, Please, Please Let Me Get What I Want

Para mim é a melhor música de sempre com menos de 2 minutos de duração. É aquela música que refiro no meu post que tenho vontade de ouvir em loop durante 2 horas, passe o exagero. O que é certo é que nunca consegui perceber como é que estes génios conseguiram que este 1 minuto e tal de música valesse tanto ouro. Bem sei que o Morrissey é um monstro lírico e o resto da banda era também fantástico, especialmente o caro Johnny Marr (que vi com muito gosto no SBSR), mas epá ainda é um mistério para mim. O que é certo é que quando ouvi isto foi amor à primeira vista. Na altura, só conhecia o hit There Is a Light That Never Goes Out e esta foi o pontapé de saída para a minha paixão pelos Smiths. Os 4 álbuns de estúdio que lançaram ao longo da carreira são todos obras-primas que eu recomendo ouvirem. O Morrissey pode ter muitos defeitos e agora já estar meio velhote para estas andanças, mas esta prestação dele ao vivo é outra que recomendo.

Entrávamos pelo Verão adentro e eu sentia aquele vento de mudança na minha vida (sim, podia pôr aqui a Wind of Change :mrgreen: ). Nunca escondi o enorme apreço por estes gajos e foi no Verão de 2012 que os conheci. Nunca escondi que se tivesse que escolher uma banda para ouvir num Interrail (que é um dos meus sonhos de vida) seriam os Beirut, que são fantásticos no que fazem. Esta música tinha um significado especial para mim.
Beirut - Nantes

A cidade de Nantes sempre foi uma cidade que me interessou imenso para vir a visitar. Desde que vi uma referência da Time a considerá-la a "Most Liveable City in Europe" em 2004 que fiquei com o nome mais ou menos preso na mente. Além disso, sempre simpatizei com o clube, sem razão nenhuma aparente. A música é dedicada a Nantes parece-me. É a minha visão da música. O que é certo é que o início dela, leva-me para outro mundo, aquele desejo de viajar sem destino que tanto me apetecia naquela fase. Afastar os fantasmas que pairavam sobre mim e seguir sem rumo. Esta parte da letra também sempre me soou destinada a mim:
Well, it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile
And I'll gamble away my fright
And I'll gamble away my time

É parvo, eu sei, mas não consigo ouvir a música sem cantarolar este bocado...

Então, entrava eu no ISEG cheio de receios de cair na esparrela do último ano. Os medos de quem tinha cometido erros a mais. Não podia estar mais enganado. Entretanto, o meu pai regressava para Portugal e tudo me começava a parecer melhor na minha vida. Nessa altura conheci 2 bandas que ainda hoje são das minhas preferidas: The National e Bon Iver.
Os The National são daquelas bandas que todos deviam conhecer um pouco melhor. A voz do Matt Berninger pode não ser fácil de gostar, mas é como se diz "primeiro estranha-se, depois entranha-se". Eu comecei por conhecer o High Violet e rendi-me ao Trouble Will Find Me, mas eles têm coisas muito underrated que fizeram mais no início da carreira. Esta é uma delas:
The National - About Today

O Cherry Tree é um EP incrível, mas o ponto alto está na About Today, que tem umas lyrics de encher o olho. O Marco falou em break-up songs e para mim esta é uma delas. É uma letra em que se sente que a relação está a terminar e culmina com isto:
How close am I to losing you?
Eles têm coisas óptimas em todos os álbuns, é uma questão de procurar. E não é só músicas mais lentas como esta. Oiçam a Mr. November e convencem-se logo do contrário. Há umas semanas ouvi o concerto deles na Ópera de Sidney e este vídeo é a personificação do que eu sonho ouvir num concerto live. Cantar em uníssono uma música lindíssima como a Vanderlyle Crybaby Geeks. Espero conseguir ainda ir vê-los ao OPS, mas vamos ver se o dinheiro estica! :P

Os Bon Iver, com que fecho esta parte, tem um génio da actualidade que é o Justin Vernon. Este senhor consegue ter sucesso em tudo o que faz. Para mim tem uma voz extraordinária e canta com uma emoção quase inigualável... Fiquei a conhecer, penso que aqui pelo fórum, mas já não sei por intermédio de quem, ainda que tenha um feeling que tenha sido pelo Miguel. Tenho pena da Skinny Love ter ficado mais conhecida pela Birdy do que por eles, mas nem sequer é a melhor música deles, portanto não se estragou tudo. Para mim a melhor música é esta:
Bon Iver - Holocene

Sempre quis tentar descurar um significado desta letra e acho que ao fim de algum tempo cheguei lá perto. Há aqueles momentos em que pensamos o quão pequenos somos no mundo e esta música acaba por retratar isso dum modo tão... puro. O vídeo é a prova da beleza que ainda subsiste na Terra e creio que acabamos por ter a noção de que o mundo não gira a nossa volta, mas nós precisamos dele para sobrevivermos. No fundo, enquanto procurava uma definição mais clara, encontrei a que me parece mais perto do que sinto: "This song is like that abrupt shot through the heart when you realize you do not live and breathe without the world, but the world lives and breathes without you."
Quando é dito:
And at once I knew I was not magnificent
Sinto arrepios.
E assim termino a 1ª parte da playlist. Foi um prazer. Assim que tiver tempo lanço a 2ª e última parte.


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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 28 Fev 2014, 02:41 
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Ei caraças. 3 músicas que eu adoro tocar no Rocksmith, e a Nantes, que podia fazer perfeitamente parte da minha playlist. :P

"Well, it's been a long time, long time now
Since I've seen you smile"


Também canto sempre essa parte.

A Time é daquelas que me vai agarrando cada vez mais. "Hanging on on quiet desperation" é das melhores frases que já vi.

edit: Em relação ao Damon Albarn, eu concordo com o que disseste e também o considero um génio. No entanto, prefiro a fase Gorillaz. Blur nunca me encheram muito as medidas (à excepção da The Universal, Song 2 e isso) e Oasis para mim está acima.

The National, excelente escolha. Mr. November é do caraças. A England é das minhas preferidas.

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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 28 Fev 2014, 14:47 
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Bela lista Sican! Espero por uma 2ª parte de igual qualidade, e é interessante ver como a música influenciou tanto a tua vida, no que toca à maneira como enfrentaste os problemas pelos quais passaste. Revejo-me um pouco nisso, também, apesar de não ter passado nenhuma fase tão "negra" como a tua. Dito isto, fico também feliz por ser responsável por te ter dado a conhecer Bon Iver, se de facto fui eu que o fiz! :P

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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 28 Fev 2014, 15:39 
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Boa lista, até agora.
Tal como tu, só me arrependo de não ter ido ver os Ornatos a Paredes de Coura, visto que fica a sensivelmente 20 km's da minha casa, e a estrada é boa, o meu pai não quis dar 40€, infelizmente. :cry:
Mas para mim, Oasis > Blur. :mrgreen:

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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 28 Fev 2014, 19:22 
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Registado: 17 Jun 2011, 20:27
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De já uns parabéns ao Marco pela playlist, muito boa. :)

E Sican, bom inicio com a playlist. Btw, vais depois colocá-la no Spotify?

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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 28 Fev 2014, 19:31 
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Registado: 14 Out 2010, 14:51
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Apesar de longa, gostei bastante da playlist do Marco. A do Sican só oiço quando estiver completa, que perco mais tempo ao ler aos bocadinhos do que de uma vez :P

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Cultura de Algibeira


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 Assunto da Mensagem: Re: Playlist de...
MensagemEnviado: 28 Fev 2014, 22:55 
Cicco
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Registado: 01 Fev 2009, 19:26
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Sim, vou pôr no Spotify. Obrigado pelos comentários. Quais são as 3 músicas, Marco? :P


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