Informação PCM-Portugal

Está na estrada a segunda Grande Volta da temporada, o Giro d'Italia! Podes acompanhar a corrida a par e passo na nossa secção especial do Giro!

Já foi lançado o Pro Cycling Manager 2020! Podes inteirar-te de todas as novidades sobre o novo jogo da saga PCM nesta secção!

Data/Hora: 20 Out 2020, 04:38

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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 11:56 
Dobradinha no Tour
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Pontos positivos:
- W52: Amaro vence, Veloso não envelhece e João fantástico no trabalho. Taticamente, a anos-luz de todas as outras equipas.
- Luís Gomes: Que corredor, espero que não acabe num comboio de montanha, como o Daniel Mestre
- Efapel: Brandão vinha para ganhar a Volta, mas não consegue andar a top todos os anos. Carvalho excecional. Pecou a tática, mas parabéns pela atitude, valeu duas vitórias.
- Boavista: Benta bem, vitória na montanha e juventude em ascensão. Também gostei das táticas do Prof. José Santos.
- Delko: Grande atitude, Delio no top 10, camisola branca e dois 2º lugares para o Minali. Muitos corredores em destaque.
- Arkea: Cumpriu a sua obrigação com McLay. Noppe é um grande lançador e Delaplace merecia a combatividade final.
- Caja Rural: Equipa mais combativa, top 10 e uma etapa. Impecável.
- Mortágua: Equipa com melhores sprinters em Portugal. Grande Volta do Daniel Freitas e o venezuelano também esteve fantástico nas chegadas compactas.
- Etapa da Senhora da Graça: Barreiro é a melhor subida a ser introduzida na Volta nos tempos modernos.

Pontos negativos:
- Daniel Mestre: Dá-me muita pena ver um corredor de tanta qualidade reduzido àquele papel.
- Aviludo: Cansada e sem ideias. De Mateos horrível e a dupla de sprinters, sobretudo o João Matias, mal se viu. Muito a melhorar no ano que vem.
- LA: Fraca no papel, mas pelo menos teve o cuidado de estar sempre presente em fugas.
- Feirense: Não esperava muito, mas Rafael Reis desiludiu e a presença em fugas foi bastante discreta.
- Burgos: Seria uma prestação mais ou menos, mas tendo em conta que grande parte destes corredores vão à Vuelta, é de facto miserável. O Porto faria uma melhor figura na prova espanhola.
- Vilela, Casimiro, Joaquim Silva e Emanuel Duarte: Esperava que pelo menos 2 destes ficassem no top 10 final. O último tem desculpa, teve bastante azarado.
- Rally: Não ajudaram as quedas, mas esperava muito mais depois do GP Joaquim Agostinho.
- Muitas etapas planas: Mas percebo, foi o melhor que era possível arranjar nestas circunstâncias.
- Etapa da Torre: É uma opinião impopular, mas a vertente da Covilhã deixou de resultar há muito. Há demasiado plano e descida ali no meio, o que este ano ainda influenciou mais pelo forte vento. Gostava de ver um final nas Penhas da Saúde, ou então o regresso da vertente de Seia (nem que fosse só por um ano).

Dou razoável, por causa da primeira metade incrível. A segunda parte foi fraca a atirar para o má, mas longe de estar desiludido. A Volta realizou-se, o ciclismo nacional está salvo e isso é o mais importante. Sobreviveu-se. Agora pode-se pensar em melhorar.


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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 12:06 
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edKarry Escreveu:
O problema não é o dinheiro ou a W52, são as outras equipas. Quem é legitimamente candidato fora da W52? E porquê? Será só dinheiro?


O problema são as outras equipas porquê? Como é que não têm um bloco tão forte? Conseguimos arranjar uma lista de candidatos fora da W52 mas talvez nenhum deles seja mais favorito que ninguém do trio Amaro/Veloso/Rodrigues. Obviamente que para estes não será fácil aceitar não ser líder, mas se calhar como no fim do mês ele cai lá sujeitam-se a isso. Repara, se amanhã aparece uma marca qualquer a querer competir pela VAP qualquer um destes 3 será um alvo apetecível para liderar uma equipa. Quando dizes "o problema não é a W52, são as outras equipas" eu concordo, mas a causa disso para mim será sempre a falta de orçamento. O próprio nível que a W52 apresenta só se pode justificar com um nível de profissionalismo muito superior. Pode não parecer bonito, mas o que falta é $$$.


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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 12:27 
CAMPEÓN, ALBERTO CAMPEÓN.
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Davide Escreveu:
Mas o Boavista já sabemos, o José Santos queixa-se que tem pouca montanha no percurso e a vida segue a mesma.


Mas quando há montanha nunca ganha ou então tem uma sorte do género a equipa mandar o Delio parar na Torre.

Quanto à W52, a verdade é que o Veloso se não tem tido uns acidentes de percurso (Vinhas ou o Marque ganhar por uns segundos quando ele era o líder) já teria mais voltas e quando perde é sempre para a própria equipa. A única hipótese de a W52 não ganhar é as outras equipas terem alguém que ande muito bem no contrarrelógio e seja minimamente bom na montanha. Por exemplo, se o António Carvalho tem ido com o Frederico e com o Amaro, a história poderia ser diferente. Contando com o prólogo e com o contrarrelógio, o Frederico deve ter perdido, à vontade, 1:30 para o Veloso. Onde é que vai recuperar isto na estrada? Na Torre que é uma subida que a W52 pode controlar facilmente e que tem várias zonas de descanso? Tentando de longe como na etapa da Senhora da Graça? Pode ser, mas aí vai estar com aquele alguém da W52 que é melhor no contrarrelógio.

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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 12:54 
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zeduarte 10 Escreveu:
edKarry Escreveu:
O problema não é o dinheiro ou a W52, são as outras equipas. Quem é legitimamente candidato fora da W52? E porquê? Será só dinheiro?


O problema são as outras equipas porquê? Como é que não têm um bloco tão forte? Conseguimos arranjar uma lista de candidatos fora da W52 mas talvez nenhum deles seja mais favorito que ninguém do trio Amaro/Veloso/Rodrigues. Obviamente que para estes não será fácil aceitar não ser líder, mas se calhar como no fim do mês ele cai lá sujeitam-se a isso. Repara, se amanhã aparece uma marca qualquer a querer competir pela VAP qualquer um destes 3 será um alvo apetecível para liderar uma equipa. Quando dizes "o problema não é a W52, são as outras equipas" eu concordo, mas a causa disso para mim será sempre a falta de orçamento. O próprio nível que a W52 apresenta só se pode justificar com um nível de profissionalismo muito superior. Pode não parecer bonito, mas o que falta é $$$.

Para começar, a W52 entrou no pelotão de elites em 2013, mas os mesmos problemas verificavam-se muito antes. Ganhavam sempre os contra-relogistas. Blanco, Mestre, Tondo, o Guerra não ganhou mas foi candidato crónico, Bernabéu, etc. As equipas de sempre continuavam a não ir à procura de bons contra-relogistas, à exceção da LA que tentou transformar o Sabido num homem para a GC e resultou uma vez. Em 2011, por exemplo, quase todos os top-10 eram fracos no contra-relógio. Não tinham consciência de que ia haver um contra-relógio longo? Curiosamente, o Veloso nesse ano não tinha equipa! Tudo bem que era um ano de crise, com apenas quatro formações nacionais, mas o Boavista contratou sete novos corredores e foi a equipa que o formou, por exemplo.

Dos que mencionaste, fora o Veloso, o Rodrigues esteve 3 anos no Tavira, o Amaro foi aposta de outras equipas durante o mesmo período. O Amaro, como disse, noutra equipa só vai vencer se tiver outro colega igualmente forte ou o pelotão perder qualidade, porque a nível de trepadores existem vários com qualidade semelhante e separa-se o trigo do joio no contra-relógio. Quanto ao João Rodrigues, na altura era tido como uma jovem promessa, mas nada de mais, existiam vários que eram tidos como superiores, tanto que, se bem me lembro, quando foi ao Tour de l'Avenir foi uma surpresa. Se o Tavira reconhecia-lhe capacidade para discutir a Volta, porque não poupar o dinheiro de alguns reforços e acenar com um aumento de salário? Porque é que nenhuma equipa resolveu dar um salário ao nível da sua segunda/terceira figura ao José Fernandes, depois do que fez no Troféu Joaquim Agostinho? O líder da Efapel, que também tem um orçamento grandinho, era o Sérgio Paulinho, e a segunda peça era o Henrique Casimiro.

Se as equipas não trabalham bem, têm de olhar para elas mesmas, porque em 2013 e em 2014, pelo menos, o orçamento da então OFM era semelhante ao das outras equipas e ganharam. Porquê? Por escolherem bem o plantel, potencializarem melhor os seus ciclistas (seja lá o que isso for...) e jogarem bem taticamente. Como é que eles descobriram que o Marque tinha capacidade para vencer a Volta, mas as outras não?


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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 13:25 
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Mas é evidente que a W52 trabalha melhor que as outras equipas.

O Joaquim Silva parecia ser um possível líder de equipa, saiu e foi o que se viu. No caso do João Rodrigues ainda se pode dar o benefício da idade, se bem tem feito uma carreira sustentada e em várias provas (Algarve, Alentejo, lutas pela classificação da juventude, valor inquestionável no contra-relógio, etc.).
Já o caso do Marque como referes é mais complicado. Não acho estranho que só a W52 o tenha descoberto com capacidade para vencer a Volta, acho estranho é que isso tenha acontecido com 30 anos. Mas o caso do Alarcón foi muito parecido, já andava no circuito português há alguns anos a terminar a Volta a horas dos vencedores e a W52 descobriu que ele podia ganhar a Volta. Do Rui Vinhas será escusado falar. É evidente que a W52 trabalha muito melhor que as outras equipas. Nunca pus isso em causa.


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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 13:41 
Tá a chorare?
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zeduarte 10 Escreveu:
Mas é evidente que a W52 trabalha melhor que as outras equipas.

O Joaquim Silva parecia ser um possível líder de equipa, saiu e foi o que se viu. No caso do João Rodrigues ainda se pode dar o benefício da idade, se bem tem feito uma carreira sustentada e em várias provas (Algarve, Alentejo, lutas pela classificação da juventude, valor inquestionável no contra-relógio, etc.).
Já o caso do Marque como referes é mais complicado. Não acho estranho que só a W52 o tenha descoberto com capacidade para vencer a Volta, acho estranho é que isso tenha acontecido com 30 anos. Mas o caso do Alarcón foi muito parecido, já andava no circuito português há alguns anos a terminar a Volta a horas dos vencedores e a W52 descobriu que ele podia ganhar a Volta. Do Rui Vinhas será escusado falar. É evidente que a W52 trabalha muito melhor que as outras equipas. Nunca pus isso em causa.

Bem o Joaquim Silva o DD disse algumas vezes que ele tece problemas durante esta Volta. E quando a acharmos que ele poderia ser líder de equipa é preciso meter aí um ponto e vírgula, nós achávamos isso porque ele foi um sub-23 promissor, ele na W52 na Volta sempre foi um corredor de trabalho, talvez o que mais trabalhava na equipa e acabou sempre do lugar 70 para baixo. Não estamos a falar por exemplo de casos como o Mestre, o João Rodrigues ou o Alarcon que fizeram top10 a serem gregários.

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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 14:10 
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Localização: Barreiro
zeduarte 10 Escreveu:
Mas é evidente que a W52 trabalha melhor que as outras equipas.

O Joaquim Silva parecia ser um possível líder de equipa, saiu e foi o que se viu. No caso do João Rodrigues ainda se pode dar o benefício da idade, se bem tem feito uma carreira sustentada e em várias provas (Algarve, Alentejo, lutas pela classificação da juventude, valor inquestionável no contra-relógio, etc.).
Já o caso do Marque como referes é mais complicado. Não acho estranho que só a W52 o tenha descoberto com capacidade para vencer a Volta, acho estranho é que isso tenha acontecido com 30 anos. Mas o caso do Alarcón foi muito parecido, já andava no circuito português há alguns anos a terminar a Volta a horas dos vencedores e a W52 descobriu que ele podia ganhar a Volta. Do Rui Vinhas será escusado falar. É evidente que a W52 trabalha muito melhor que as outras equipas. Nunca pus isso em causa.

O que o Davide disse, e mesmo o Vinhas se não tivesse ganho em fuga ninguém levantava grandes ondas porque, fora isso, não está muito longe do que fez no Louletano em 2013.

No fundo, acho que nós concordamos em tudo à exceção de a W52 ser superior devido, em grande parte, ao seu orçamento. Mas a questão é, se quando tinham orçamento semelhante continuavam a estar bem à frente, o problema não estará nas outras? É um pouco como a Katusha e a Sky. Nos tempos do Rodríguez, o orçamento era praticamente igual e existia uma discrepância enorme em termos de resultados e de plantel. Seria o problema a Sky, que trabalhava "demasiado bem", ou a Katusha estava em claro subrendimento devido a um grande lote de fatores que impediam a sua subida de nível?

Se dessemos o mesmo orçamento a todas as equipas, a W52 perdia? Naturalmente que existiria maior competitividade, mas penso que os resultados não mudariam muito, pois estão à frente por trabalharem muito melhor a nível organizacional, e tal já se sucede desde a sua génese, pelos fatores que referi nos outros posts.


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MensagemEnviado: 06 Out 2020, 14:24 
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Nunca centrei esta conversa em ter a W52 a perder mas sim em ter mais competitividade. Se todas tiverem o mesmo orçamento provavelmente a W52 irá ganhar muitas vezes, mas talvez já não se dê ao luxo de decidir com quem ganhar nem acabemos a Volta com 3 ciclistas deles no TOP5 ou 4 no TOP10. Como comecei por dizer, um bom gregário faz 8º ou 9º, não faz pódios. Isso já fazia muito pela competitividade.

Quanto ao Joaquim Silva, tudo bem, aceito. Não há muito a dizer na verdade.


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