A vivacidade do Ciclocrosse português



Mais uma cobertura Portuguese Cycling Magazine, desta feita no Ciclocrosse em Santo Tirso.


Mesmo a terminar 2018, o Parque Urbano Sara Moreira, em Santo Tirso, recebeu a quarta etapa da SuperLiga de Ciclocrosse do Porto e a Portuguese Cycling Magazine esteve lá para analisar o estado da disciplina no ciclismo português.

 

Para uma manhã de inverno e no último domingo do ano, o primeiro destaque vai claramente para o público, com várias dezenas de tirsenses a marcarem presença para aplaudir os heróis das duas rodas. A organização também teve nota positiva, apresentando um percurso atrativo e com vários pontos de interesse para os espectadores, somente o speaker é que, demasiado repetitivo, não esteve à altura dos acontecimentos.

 

Quanto ao ciclismo propriamente dito, a corrida mais esperada era a dos Elites Masculinos, onde figurariam alguns nomes fortes do ciclismo nacional, como Ricardo Vilela (a fazer a última corrida pelas cores da Manzana Postobon), Márcio Barbosa ou os jovens Francisco Campos e Jorge Magalhães, poucos dias antes de se juntarem à primeira equipa Pro Continental portuguesa da década.

 

No entanto, essa seria apenas a última das quatro corridas a disputa. As primeiras duas, para escalões Master, providenciaram um bom aperitivo para o que viria mais tarde, com os atletas a apresentarem um bom ritmo competitivo.

 

A penúltima corrida trouxe já outro interesse, com a disputa dos Master 30, onde Rúben Nunes dominou de fio a pavio com impressionante autoridade, e uma emocionante disputa feminina, só resolvida sobre a linha da meta. A campeã nacional Sandra dos Santos atacou desde cedo e assumiu a dianteira durante toda a prova. No entanto, sempre colada à sua roda seguia a menina prodígio Ana Santos, que não ficava para trás por mais esforço que a sua adversária fizesse. Na reta da meta, seria mesmo a mais experiente das duas a sair por cima.

 

Finalmente, chegou o tão esperado momento da principal prova masculina e o jovem Bruno Silva logo atacou, formando-se um grupo perseguidor com vários nomes fortes. As voltas foram passando, a vantagem aumentando e o grupo desintegrando-se, mas, perto do fim, Márcio Barbosa lançou uma forte recuperação que lhe permitiu ganhar vários lugares e aproximar-se da frente, mas não foi a tempo de impedir a celebração de Bruno Silva e teve de se contentar com o segundo posto, o mesmo que já tinha alcançado na mais recente etapa da Taça de Portugal.

 

 

 



Comentários: