Bernalve Escreveu:
Existem esses todos bons ciclistas, mas não vejo nenhum deles com o Sagan quando ele necessita mesmo, na altura decisiva de uma etapa quando se vai decidir mesmo o vencedor lá está ele sozinho num grupo onde estão todos contra ele. E nessa altura já o vi a tomar boas decisões com numa das clássica do Canadá que simplesmente atacou e deixou tudo para trás. Mas essa força de atacar e deixar toda a gente não existe sempre e ele tenta perseguir quem acha que deve e nessa situação não há grande coisa a criticá-lo porque não é fácil decidir isso e às vezes resulta outras não. Ele até pode simplesmente ficar no grupo e esperar que chegue tudo à meta para sprintar e isso caso resulte saem comentários "Boa vitória", caso não resulte "é burro" porque perdeu ao sprint ou porque não perseguiu quem devia, mas nessas situações todas está sozinho e é preciso não esquecer isso.
Ele ultimamente até tem tentado sair depois de uma subida aproveitando a boa técnica que tem nas descidas para ganhar vantagem, isso para mim é uma boa decisão.
Não chegam com o Sagan devido à estratégia pior que má delineada pela Cannondale, como já se viu durante este Tour. Não tenho dúvidas sobre a qualidade de qualquer um deles. Podem não estar lá sempre, mas têm capacidade para fazer muito mais do que fazem agora para o Sagan.
O Sagan tem sempre muitas hipóteses de ganhar em qualquer sítio, mas convém atacar em momentos certos. Se houver equipa para perseguir, o Sagan pode disputar a vitóira ao sprint, se não houver equipa, o Sagan pode atacar e disputar a vitória isolado ou num grupo reduzido. Hoje, a resposta ao GVA teve sentido, mas havia equipas para o perseguir, não valia a pena estar a puxar com equipas a puxarem para chegar um final compacto. Estar à frente do pelotão, mesmo não estando a colaborar (e ele colaborou praticamente tanto quanto o Avermaet) desgasta mais do que estando no pelotão, e o Trentin, se passou pior a subida que o Sagan, ganhou imenso com o facto do Sagan estar na frente a desgastar-se.
E bem, dos melhores exemplos de que a inteligência e o Sagan não são grandes amigos é mesmo na RVV do ano passado.
Ele depois das descida abdicou de colaborar a fundo com o Avermaet, não se sabe se iam cehgar os dois à meta e tenho a certeza que o Sagan pensou quem mais valia ser apanhado naquele momento do que no último quilometro depois de ter estado a colaborar a fundo e depois não ter forças para fazer nem top 5.
Não me lembro muito bem do que aconteceu no RVV, mas se passou pela frente ou atacou o Cancellara, não foi da melhores decisões, mas apenas porque o Cancellara deixou-o para trás na última colina, caso isso não acontecesse, essa decisão do Sagan não teria sido tão má porque um ciclista nãos gosta de ter outro na roda sem passar uma única vez pela frente sem alguma justificação convincente para isso.