Davide Escreveu:
edKarry Escreveu:
O Gaviria precisa de um comboio organizado para o deixar o mais na frente possível. Obviamente não vai acontecer na Movistar. Até pode ganhar provas sem competição em Espanha, depois apanha a concorrência em condições e os resultados serão ainda piores porque troca os Oliveiras, o Richeze e o Molano pelo Ivan Garcia e amigos.
A verdade é que mesmo a sair na frente em algumas situações não venceu na UAE.
Concordo que é um passo um pouco equivocado da Movistar contratar um sprinter deste nível sem um comboio minimamente pensado, mas ao menos que seja um olhar novo da equipa para a necessidade de ter homens rápidos. Ainda assim podiam por exemplo ter ido buscar o Hodeg no ano passado que certamente seria mais barato e está mais habituado a estar "sozinho".
Eu acho que para a Movistar faz sentido, apesar de não terem o apoio necessário. Ficaram com espaço no orçamento para investir sem haver grandes chances de obter um grande nome, para além de que ele se enquadra a nível comunicacional.
O problema, para mim, é a gestão de carreira do Gaviria, depois de já ter tomado uma opção terrível ao renovar com a UAE. Estou certo que vai ganhar mais que quase todas as equipas estariam dispostas a pagar, e até acredito que alguma da perda de velocidade se deva à Colnago, como o Kristoff se queixava. Mas, se estivesse no lugar dele, tentaria entrar numa equipa que oferecesse algumas garantias de sucesso a troco de menor salário - sendo virtualmente impossível a Quick Step, equipas como a Wanty ou a DSM parecem-me equipas suficientemente estruturadas para lhe dar as provas que necessita com o apoio adequado. A Total (que se falava de estar interessada) e a Arkéa também parecem-me mais atrativas, atendendo ao ano que ambas tiveram e à natureza do plantel; a EF também necessita de um sprinter, mas dificilmente terá o orçamento.
Se o Gaviria quer voltar a ser um ótimo sprinter, só vejo mesmo a Astana pior como opção. Duvido muito que melhore atendendo ao que fez na primeira metade deste ano, e mesmo aí as duas etapas que ganhou no Oman só o fez porque arrancou da frente. Para além disso, se as coisas não correm bem na Movistar, sai de lá com 30 ou 31 anos, nenhuma outra equipa de topo vai olhar para ele como possível líder para os sprinters.