Hingis revela doping positivo para cocaína e se aposenta.

UOL Esporte
A suíça Martina Hingis, que teve uma vitoriosa carreira no fim dos anos 90, foi flagrada em um exame antidoping. A jogador revelou, nesta quinta-feira, que teve um teste positivo para cocaína durante a disputa do Torneio de Wimbledon deste ano.
Hingis, contudo, jurou inocência e, por meio de um comunicado, afirmou que jamais consumiu drogas. "Eu me sinto 100% inocente", declarou a jogadora, atual 19ª colocada no ranking mundial.
"Eu achei esta acusação tão horrenda que eu decidi confrontá-la em público", disse a tenista suíça. "Minha arma no tênis foi sempre o meu jogo, a criatividade na quadra, e meu prazer em jogar", defendeu-se a suiça.
Por causa desse teste positivo, Hingis decidiu pôr fim à carreira, aos 27 anos de idade. "O motivo da aposentadoria é porque eu não quero travar uma briga com as autoridades do antidoping", afirmou a jogadora, que teve um ano repleto de contusões.
"Por causa da minha idade e dos meus problemas de saúde, decidi abandonar o tênis profissional", concluiu Hingis, que abandona a carreira com cinco títulos de Grand Slam -três do Aberto da Austrália, um de Wimbledon e um do Aberto dos Estados Unidos.
Hingis teve a carreira dividida em duas fases. No fim da década de 90, ela surgiu como uma jogadora de ponta, ainda adolescente. Aos 17 anos de idade, ela ganhou seu primeiro Grand Slam, na Austrália, e fechou 1997 com mais dois títulos desse porte.
A boa fase fase de Hingis terminou em 2000, quando acabou a temporada pela terceira vez como líder do ranking. Passou por um momento de instabilidade no ano seguinte e, em 2002, deixou de disputar dois Grand Slams por causa de lesões no tornozelo.
Ao fim de 2002, Hingis decidiu se aposentar por não suportar mais as dores que a incomodavam. Em 2006, então decidiu voltar ao circuito e fechou o ano em sétimo lugar. No entanto, nesses dois anos, não conseguiu nenhum bom resultado nos Grand Slams.
Em 2007, ela foi campeã em Tóquio e, depois disso, não teve mais nenhuma campanha de destaque. No ano anterior, ela havia sido campeã em Roma e em Kolkatta, chegando até o Masters feminino, que reúne as oito melhores do ano. No entanto, ganhou apenas um de três jogos e foi eliminada na primeira fase.
Larry Scott, diretor-executivo da WTA, declarou que a entidade não recebeu nenhum comunicado oficial sobre o doping positivo de Hingis. " É preciso lembrar que todos os atletas são presumidamente inocentes até que haja provas concretas", disse o dirigente.
Scott ainda lamentou a aposentadoria de Hingis. "Ela é uma tremenda campeã e tem muitos fãs por todo o mundo. Na sua volta às quadras, ela demonstrou que pode atuar no mais alto nível do jogo", elogiou.