Favoritos:
Simon Gerrans (34 anos) 
O Australiano é visto como o grande favorito para a prova, quer pelos adeptos, quer pelas casas de apostas. A época do homem da Orica GreenEDGE tem tido uma temporada verdadeiramente fantástica onde já leva um total de 5 vitórias, com a Liège-Bastogne-Liège à cabeça, e que lhe vale neste momento o terceiro lugar no Ranking da UCI. Apresenta-se como o "híbrido" perfeito para atacar a corrida, passa bem as subidas e finaliza cada vez melhor, e conta com uma das equipas mais fortes e mais experientes em prova. Veremos então se o
aussie está à altura das expectativas e consegue levar a camisola arco-íris de novo para a Austrália, como fez Cadel Evans e 2009.

Peter Sagan (24 anos) 
Sagan era, até bem pouco tempo, o corredor que todos apontava para atacar este mundial mas as recentes exibições mais apagadas do eslovaco retirou-lhe um pouco de favoritismo. No entanto as capacidades do triplo camisola verde do Tour são bem conhecidos de todo o pelotão e todos sabem que Sagan é um homem a eliminar para uma disputa ao sprint. Apesar de todas as suas capacidades Sagan tem o handicap de ter uma das seleções mais reduzidas do pelotão e ter de responder aos ataques e deparar-se com um "todos contra Sagan" como sucedeu no Tour.

Fabian Cancellara (33 anos) 
O suíço este ano fez all-in no Mundial. É o seu grande o objectivo da temporada, a par das clássicas do paralelo e da Milano-Sanremo, e abdicou do contrarrelógio para se focar a cem por cento na estrada. Ano após ano
Spartacus evidencia-se cada vez mais forte em chegadas compactas, e quando as quilometragens são longas as diferenças para os maiores sprinters acabam quase por se esvanecer. Poderá por isso optar por se defender e tentar a vitória ao sprint, mas Cancellara corre para ganhar por isso não deve ficar parado toda a corrida, vai certamente tentar atacar e tentar deixar ficar os seus adversários para trás nas subidas, depois para chegar até à meta é sempre a rolar e nisso ele é exímio.

Alexander Kristoff (27 anos) 
O norueguês é mais um dos sprinters que está com ambições de lutar pelo arco-íris. No ano em que Hushovd diz adeus ao ciclismo Kristoff parece ser o "escolhido" para ocupar o trono de Thor, e que melhor forma haveria para substitui-lo do que reeditar a vitória do seu compatriota em 2010?
Este ano saltou para as bocas do mundo depois da grande vitória na Milano-Sanremo, evidenciando toda a sua aptidão para as clássicas e para as longas distâncias, capacidades essas que lhe valeram ainda o quinto lugar no Tour de Flandres e a vitória na Vattenfall Cyclassics, a que juntou ainda duas etapas no Tour de France. Os seus companheiros de seleção serão Lars Peter Nordaugh e, o medalhado de prata em 2012, Edvald Boasson Hagen que tentarão ajudá-lo ao máximo e talvez ajudar as seleções que lutem por uma prova mais controlada.

John Degenkolb (25 anos)
O alemão é mais um corredor mais apontados pela crítica para estar na luta pelo arco íris e o percurso parece assentar-lhe bem, não podemos esquecer que o alemão foi 4º em 2012 com um percurso de dureza relativamente semelhante.
O corredor da Giant vem de uma Vuelta que lhe correu às mil maravilhas tendo ganho quatro etapas e ainda a classificação dos pontos, totalizando 9 triunfos na temporada, mas o alemão tem o dado interessante de ser o corredor com mais segundos lugares ao longo da época, foram já 14 as vezes em que Degenkolb foi "o primeiro dos últimos".
Na última semana sofreu de uma infeção que o afastou do contrarrelógio por equipas e não se sabe ao certo como se vai apresentar para disputar a prova de estrada. Mas uma coisa é certa, um Degenkolb no máximo das suas forças é um corredor com capacidades para levar a caneco para casa.

Greg Van Avermaet (29 anos)
Na toda poderosa formação da Bélgica Avermaet é um dos que recentemente tem marcado mais pontos na luta pela chefia da equipa. O homem da BMC é um autêntico todo-o-terreno, capaz de andar com os melhores nas colinas, no paralelo e no final ser um dos que mais consegue fazer valer a sua ponta de velocidade numa chegada num grupo restrito, e tem um palmarés tão variado que já conta lugares no dez primeiros de todos os monumentos, à excepção da Lombardia. Recentemente vem uma etapa do Eneco Tour, com final no Mur de Geraardsbergen, e ainda o Grande Prêmio da Valónia e a Clássica Impanis-Van Petegem. No entanto terá que conviver na sua equipa com os nomes de Phillipe Gilbert e Tom Boonen, dois corredores que já sabem o que é ser campeão do mundo.

Alejandro Valverde (34 anos) 
"Bala" tem sobre os ombros o peso da nação espanhola para conquistar um título que teima em fugir por entra as mãos do murciano. São cinco as medalhas que Alejandro Valverde guarda na sua vitrine mas falta o ouro para completar um coleção invejável.
O espanhol tem junto de si uma equipa fortíssima e a Espanha vai ter de entrar a matar para deixar para trás os mais rápidos que possam resistir às subidas e reduzir ao máximo o grupo. Depois disso Valverde tem de fazer o que sabe fazer melhor, ganhar. Seja a subir, seja a descer, seja ao sprint Valverde este ano já ganhou de todas e mais algumas maneiras e quer juntar juntar às 10 que já contabiliza aquela que mais deseja.

Rui Costa (27 anos)
É uma corrida contra a história, contra as probabilidades e contra a estatística. Rui Costa luta para dar a volta ao texto, um texto que Paolo Bettini foi o último a escrever na última década, e ser bi-campeão do mundo. O ano foi de luta contra a maldição, a do arco-íris, e apesar de ter sido um época cheia de sucessos fica o sabor amargo dos segundos lugares e foram muitos, foram oito. No entanto o campeão do mundo deu o golpe de mestre onde melhor sabe ganhar, na Volta à Suiça, trazendo para casa a geral, a etapa rainha e o tri. Para Ponferrada tem de fazer valer aquilo que mais lhe é gabado, a inteligência, tem de estar no local certo à hora certo e desferir o golpe de misericórdia nos adversários.

Phillipe Gilbert (32 anos)
Apenas quatro dos corredores que estarão à partida em Ponferrada sabem o que é vencer o Campeonato do Mundo, e Gilbert é um deles. O belga triunfou de forma imperial em 2012 em Valkenburg no Cauberg, no seu Cauberg, na sua colina da sorte, a mesma onde já venceu três vezes a Amstel Gold Race, incluindo a deste ano. A formação belga é talvez a mais forte que estará em Espanha e não será de surpreender se for uma das mais representadas na entrada da última volta, a partir daí é só escolher e se Gilbert for o escolhido ele sabe a receita para ganhar.

Michal Kwiatkowski (24 anos)
O polaco entrou neste ano cheio de pedalada e deixou tudo e todos de boca aberta com a sua força e uma capacidade física impressionante. Começou a ganhar em Espanha, depois limpou a Volta ao Algarve, juntou-lhe ainda a Strade Bianche , o 2º lugar na Volta ao País Basco e terminou a sua senda nas Clássicas das Ardenas tendo sido 5º na Amstel e 3º na Fleche e na Liège.
Depois de um Tour onde demonstrou não ser dos melhores as subidas as grandes montanhas decidiu abrandar o ritmo e regressou na Volta à Grã-Bretanha onde venceu uma etapa e foi 2º da geral. O percurso de Ponferrada parece à medida do polaco, subidas curtas e explosivas, descidas técnicas e um possível sprint restrito que o pode colocar na rota de uma medalha.

Vincenzo Nibali (29 anos)
Foi uma época discreta de Nibali, descreta até um certo ponto e o ponto foi aquele que o italiano mais queria, o Tour de France. Venceu imperialmente, mas não venceu só nas montanhas, venceu também no paralelo, venceu também nas colinas, venceu todas e mais algumas maneiras.
Já para vencer em Ponferrada não vai poder ser discreto, vai ter de dar bem nas vistas, atacar, endurecer a corrida. Ele e a formação italiana são os mais interessados que o ritmo seja forte e duro e se a chuva vier - como está prevista - ainda melhor, afinal os tubarões sempre se deram bem com a água.

Joaquim Rodriguez (35 anos)
O último mundial foi de má memória para Purito, o catalão esteve a centímetros do título, infelizmente para ele, felizmente para nós. O espanhol não conseguiu conter as lágrimas e chorou, chorou na meta, chorou no pódio e vingou-se na Lombardia onde descarregou tudo e todos para uma vitória isolada.
Em 2014 tenta escrever um novo capítulo, desta vez com outro desfecho, e para isso vai ter de fazer uma aliança com o diabo, que é como quem diz Alejandro Valverde. Purito sabe que não é aposta número um, vai estar mais uma vez na sombra de Valverde, como esteve durante muitos anos na Caisse d'Espargne e como esteve na Vuelta. Mas mesmo assim vai estar lá e pronto para agarrar uma oportunidade ou a criá-la.

Michael Matthews (24 anos)
O jovem da Orica é a outra arma dos australianos para lutar pelo título mundial. O corredor está a ter uma época de grande sucesso tendo liderado o Giro e a Vuelta, vencendo uma etapa em cada uma das corridas, num total de cinco triunfos no ano. Será o joker da seleção australiana e poderá ser ele a discutir a corrida ou quem sabe ser lançador de Gerrans.
Nacer Bouhanni (24 anos)
O francês é mais um dos que deve adoptar uma estratégia defensiva na busca de uma medalha nos mundiais. Um dos melhores sprinters em prova e que passa cada vez melhores as dificuldades, veremos se Bouhanni consegue dar uma nova medalha à França em Mundiais, a última foi mesma em Espanha em 2005 e o último título gaulês também foi em solo de
nuestros hermanos quando Laurent Brouchard venceu os mundiais de San Sebastian em 1997. Parece que Espanha é talismã para os franceses.
Outros: 
Daniel Martin,

Tony Gallopin,

Daniel Moreno,

Giovanni Visconti,

Daniele Bennati,

Tom-Jelte Slagter,

Bauke Mollema,

Tom Dumoulin,

Tom Boonen,

Jan Bakelants,

Adam Yates,

Julian Arredondo,

Rigoberto Uran,

Andre Greipel,

Michael Albasini,

Edvald Boasson Hagen,

Andriy Grivko,

Alexander Kolobnev,

Matti Breschel,

Zdenek Stybar,

Ramunas Navardauskas