H21PT Escreveu:
Então e esta pérola do Lloyd?
Concordo que eticamente esta situação pode ser questionável, mas há que dizer que o Patrick Broe tem uma visão inacreditável. Começou um canal de YouTube num nicho por explorar, entretanto passou a produzir conteúdo licenciado; começou um podcast com um dos criadores de conteúdo mais conhecidos do desporto; tirou a licença de agente. Isto fora a grande mudança de ter saído do emprego e ter ido morar para o outro lado do mundo. Isso tudo há que enaltecer.
Mas esta polémica passa-me um bocado ao lado. Entendo quem se possa sentir enganado, mas não é como se os podcasts fossem pagos e que eles prometessem total idoneidade nos conteúdos. Quem acha incompatível, pode sempre deixar de ouvir o podcast e deixar de ler os tweets deles.
Não conheço bem o trabalho dele há muito tempo, mas vejo os vídeos desde o início do ano e gosto bastante. Do pouco que percebo de rendimento de youtube e de plataformas de podcasts, não me parece que o rendimento fosse suficiente para deixar tudo e viver no outro lado do mundo. No entanto, com este side job já faz mais sentido e ainda bem que sim porque quero ver mais vídeos.
A polémica resume-se numa questão de ética. Vi horas de conteúdo dele, mas só bem a posteriori é que percebi que ele tinha um óbvio conflito de interesses. Percebo que a barra de criadores de conteúdo seja diferente da barra para os jornalistas, mas pronto. Esta é só um grão de areia no meio dos problemas éticos que surgiram com os influenciadores e criadores de conteúdo. O vale tudo por umas coroas é a mentalidade que reina e pronto, may the fittest get rich. É o que é.
O que para mim é mais interessante é o porquê da Jumbo querer contar com os maiores influenciadores do nosso nicho. Por causa dos cálculos de watts? Por causa das suas análises táticas? Pelas capacidades de edição de vídeo para o briefing dos ciclistas? Porque tendo os maiores influenciadores no payroll nunca vão ser mal pintados por eles?