CandidoBarbosaPT Escreveu:
H21PT Escreveu:
A única GV que o Carapaz ganhou foi na Movistar. O Landa não melhorou desde que foi para a Bahrain. O Soler também não fez nada na UAE que não fizesse na Movistar.
Em relação ao Carapaz, achas que passou a andar pior fora da Movistar? Ele ganha o Giro na Movistar, mas não é por ser o mais forte, nem de perto, nem de longe. O Nibali e o Roglic atacavam e depois ficavam a marcar-se, o Carapaz vinha de trás e enquanto eles ficavam lá a aguardar por Caruso e companhia para impor ritmo no grupo ganhava 2 minutos. Tal aconteceu em duas etapas. O Carapaz da INEOS parece-me um ciclista mais forte. O Landa pode não ter melhorado na Bahrein, o que mesmo assim é discutível, mas o Landa da Movistar parece-me mais fraco do que o Landa que saiu da Sky e fez aquele grande tour em 2017. Quanto ao Soler, estou de acordo.
2019 é o ano de afirmação dele, por isso tens pouca amostra dele no auge na Movistar, relativamente a 3 anos na Ineos. E sim, concordo que ele pareceu mais forte na Ineos do que em 2019, mas 1) essa melhoria pode ser apenas resultado da progressão natural dele (pico nos 28/29 anos); e 2) apesar dessa melhoria quase residual (excepto CR), os resultados dele provavelmente seriam os mesmos: continuaria a perder o Giro deste ano para o Hindley; no Tour de 2021 continuaria a estar a anos luz do Pogi e do Vingo; a Vuelta de 2020 podes dizer que deu grande luta ao Roglič, sim, mas o terceiro a pouco mais de um minuto foi o Carthy. Por isso não me parece que o efeito Ineos tenha sido assim tão grande.
O Landa, pelo contrário, teve um pico mais jovem. Sim esteve melhor na Sky do que na Movistar, mas antes da Sky também esteve em grande nível na Astana.
O que eu quis dizer com aquelas 3 comparações, é que os maiores talentos que passaram na Movistar apresentaram níveis semelhantes depois de sair da equipa, o problema da equipa é que não tem recursos financeiros para ter uma segunda e terceira linha tão competitiva como as equipas do top-5 mundial. E o talento custa dinheiro, não acho que possas propriamente tornar um ciclista medíocre num ciclista vencedor (talvez a W52). Eu acho que o máximo impacto que uma equipa tem num ciclista é mental, os Watts ou estão na genética ou não estão. O nível do Laporte, por exemplo, é assim tão diferente do da Cofidis? Ou ele apenas se tornou um ciclista mais confiante por estar numa estrutura vencedora?