Pauleta Escreveu:
Mais uma vez concordo contigo se olharmos ao jogo da fase de liga. Eles foram superiores, faltou um plano B e levamos um banho de realidade.
Agora nestes 2 jogos jogamos mais que o suficiente para passar. No jogo do dragão aos 15’ quando podíamos estar já com 3 golos de vantagem, estamos a levar um auto golo ridículo e que abanou a equipa. Em Inglaterra depois de falhar mais um golo cantado ficamos a jogar 80’ com 10 e mesmo assim na 2a parte fomos superiores e tivemos 2 bolas na barra. O Samu tinha as suas limitações e não é avançado para o jogo do Fariolli (o De Jong sim era aquilo que precisávamos), mas em 32 jogos marcou 20 golos. E acho que o modelo de jogo do Fariolli ao contrário do que dizem já sofreu várias mudanças e adaptações ao longo do ano. Agora tem as suas limitações claras e concordo quando dizes que principalmente durante o jogo lhe faltam planos B quando as coisas correm mal, mas também há que ter em conta a falta de qualidade e limitações do plantel do Porto no ataque e que impedem também um melhor futebol. O Pepê não passa disto e contribui zero no que a golos/assistências diz respeito, o William apesar de ter golo é inconsequente em grande parte dos lances, o Borja é um flop e o Oskar apesar da qualidade não deixa de ser um miúdo de 17 anos que chegou em Janeiro. Olhamos para o teu Braga e acho que os 3 da frente do Braga eram atualmente titulares no Porto.
Por isso é que referi que não passaram por incompetência própria, não por faltar um avançado. Ainda assim, se fosse o Celta ou o Bétis em vez do Forest vocês tinham acabado por vencer e passar porque os espanhóis iam rebentar fisicamente e psicologicamente, o que raramente acontece com equipas inglesas nestes cenários específicos.
O sistema mudou ao longo da época ligeiramente, mais não seja porque alguns jogadoras obrigaram a isso, mas isso também seria o mínimo expectável para um treinador do Porto. Fora isso acho que é tudo muito igual e, quando o nível sobe, há falta de capacidade para muito mais (que, ainda assim, no contexto interno, é mais que suficiente, ainda para mais contra estas versões de Benfica e Sporting que vacilam e variam imenso de jogo para jogo e de contexto para contexto, pelos jogadores e pelos treinadores que têm que, eles próprios, são limitados em pontos bastante evidentes).
Acho que o Pau Victor era titular aí (era titular em qualquer equipa do campeonato, mesmo sendo um gajo sem muito golo, mas eu também sou suspeito porque o adoro e acho que o que faz sem bola não tem equivalente em Portugal), o Salazar também mas seria mais no lugar do Veiga do que no lugar do puto polaco. E entre o William e o Horta, por exemplo, o William encaixa melhor no que vocês querem do que o Horta, que é muito mais de trabalho e não é um jogador vertical, que é exatamente o que vocês precisam. Acho que podia encaixar noutra função mas obrigava o Farioli a mudar o esquema e, se é incapaz de o fazer para o Mora ter mais relevo ou para se adaptar as falhas que tem nos jogadores da frente neste momento, também seria incapaz de o fazer pelo Horta ou por outro jogador qualquer diferente que lhe tirasse verticalidade
E atenção, o Mora é um mix de incapacidade do treinador se adaptar a ele e incapacidade do jogador se adaptar ao que a equipa precisa dele. É um talento imenso, mas tem de ser capaz de algo mais para singrar no futebol actual. E não é por ser pequeno, franzino ou não ser uma mota, é mesmo por não ter os índices competitivos constantes que o futebol exige aos dias de hoje. Até o Messi, sendo a comparação parva, no início de carreira, percebeu que tinha de trabalhar mais para ter o lugar dele constante e depois sim obrigar a estrutura a moldar-se em torno dele. Faz falta uma voz adulta, capaz e consciente, na minha opinião, ao ouvido do Mora que o faça perceber isso. E, se houver, não se nota, infelizmente.