Fica aqui uma ideia que tive hoje, fazer uma volta a Madeira com uma etapa por concelho. Fico com o gpx pendente para o dia em que a Cyanide decidir incluir a Madeira nos ficheiros do editor ou para a realidade, quando eu ganhar o Euromilhões. Não é uma prova para o principal escalão do ciclismo, mas mesmo assim consegue ser interessante, tendo em conta as dimensões da ilha. Ficam aqui as 11 etapas!
Volta à Região Autónoma da Madeira

Etapa 1 - Porto Santo - Porto SantoComo já é hábito em várias competições, esta Volta à Região Autónoma da Madeira começa com um contra-relógio plano de cerca de nove quilómetros ao longo de toda a ilha do Porto Santo, com os ciclistas a correr junto à praia e, sendo esta prova corrida no verão, o público não ia faltar. Por ser corrida tão perto do mar, o vento é uma constante, pelo que iria ser mais complicado do que parece.

Etapa 2 - Caniçal - Santo da SerraAs dificuldades começam logo à segunda etapa, com a etapa do concelho de Machico, onde o pelotão vai sair do Caniçal para terminar a etapa no Santo da Serra. No entanto, a etapa seria demasiado curta se a subida fosse feita apenas uma vez. Como tal, o pelotão irá subir ao Santo da Serra três vezes e por três vertentes diferentes. Ainda seria possível subir por uma outra encosta, mas a etapa já é dura o suficiente, com o pelotão a estar circundado por um arvoredo denso numa etapa em que o número de curvas por quilómetro é elevado.

Etapa 3 - Aeroporto - CamachaMais um dia de constante sobe e desce, com os ciclistas a enfrentarem a etapa do concelho de Santa Cruz, em que finalmente irão ultrapassar os mil metros de altitude, uma vez que a etapa não termina propriamente no centro da freguesia mas sim numa altitude superior. A quilometragem da etapa volta a não ultrapassar os 60 quilómetros, pelo que a corrida pode ser bem endurecida e atacada, com a subida final a ser longa e constante.

Etapa 4 - Porto da Cruz - Arco de São JorgeQuarta etapa, concelho de Santana, subida ao Pico do Areeiro e a perto do topo do Pico Ruivo, mas com a etapa a não terminar num dos dois pontos pela simples razão de que nem todos os finais podem ser em alto. É a oportunidade para os homens que gostam de arriscar nas descidas lançarem-se para a frente e tentarem o seu melhor para levar a vitória em etapa ou tentar ganhar tempo, caso estejam na luta pela classificação geral. Apesar dos dois topos ainda ficarem a alguma distância não invalida o facto dos sprinters não irem discutir a vitória da etapa, pois precisariam de perder mesmo muito pouco tempo enquanto o terreno inclina para poderem reentrar durante as descidas.

Etapa 5 - Ponta Delgada - São VicenteUma etapa mais descansada que as anteriores, quer por ser mais curta, quer por também terminar em terreno plano. No entanto a subida à Encumeada será tudo menos fácil e até no dia fácil a prova consegue ser difícil. Esta não é uma prova para sprinters mas sim um duelo para descobrir qual é o melhor trepador em competição, pelo que os dias planos são para esquecer. Além de serem para esquecer, seria mesmo difícil arranjar um terreno propício aos mesmos, sem que a etapa tivesse apenas um quilómetro.

Etapa 6 - Porto Moniz - Algures no meio da Estrada Regional 209Mais uma etapa curta, uma etapa com final em alto e em que a subida final é mais dura no seu início e torna-se mais fácil com o aproximar do fim da etapa. Pode ser um bom dia para os ciclistas fazerem recuperações ao longo da subida caso fiquem para trás no seu início, já que o aligeirar da subida permite com que quem souber manter um ritmo constante possa estar em vantagem face aos homens explosivos.

Etapa 7 - Arco da Calheta - Algures no meio da Estrada Regional 110Mais um dia de final em alto, mas com um bom período de descanso entre a subida inicial do dia, que se inicia mal os ciclistas começam a pedalar, e a subida final que se inicia só depois de serem percorridos 50 quilómetros. É mais uma subida com percentagens constantes e que pode fazer mais diferenças na classificação geral. No entanto, não será das etapas mais difíceis de ser ultrapassada por parte do pelotão.

Etapa 8 - Madalena do Mar - Algures no meio da serraMais um dia com muito sobe e desce, com as subidas a terem todas uma percentagem elevada. Esta etapa do concelho da Ponta do Sol pode vir a ser das que mais diferenças venha a fazer na classificação geral, apesar de ter apenas 30 quilómetros de extensão. O serem três subidas duras separadas por poucos quilómetros e com o cansaço acumulado dos dias anteriores, vão fazer com que muitos não sejam capazes de estar no seu melhor nível.

Etapa 9 - Campanário - EncumeadaMais uma etapa com final em alto, tendo esta cerca de 24 quilómetros, sendo que este final é igualmente difícil mas será fácil de ser ultrapassado, digo eu, devido à mesmo reduzida extensão da etapa, uma vez que a quantidade de túneis neste concelho dificultam a construção de um bom perfil (online, diga-se).

Etapa 10 - Câmara de Lobos - Quinta GrandePenúltima etapa e um merecido "dia de descanso". Basicamente, apesar de ser um dia com algumas rampas interessantes, este é o dia de guardar forças para estarem na melhor forma na etapa de consagração que vai ocorrer no Funchal, no último dia de prova, para que consigam levantar o copo de champanhe.

Etapa 11 - Avenida Sá Carneiro - Pico do AreeiroOs comentários às etapas são cada vez menores porque já estou cansado de escrever mas, como prometido, esta é a etapa de consagração: uma crono-escalada até ao Pico do Areeiro, com passagem pela rua que vos mostrei no início deste tópico, a que 18% de inclinação média, ou lá o que é. Penso que não há nada melhor do que ser coroado o vencedor após uma vitória numa etapa destas, pelo que eu até acho que está uma competição bem engraçadita, que peca pelos quilómetros mas é difícil fazer melhor com tão pouca estrada, mas o pouco que se corre é bem duro. Enfim, era engraçado ver isto na estrada
