Bernardo_ Escreveu:
Opah se vocês acham que isto é a UAE e a Visma não vale a pena debater muito mais. Os melhores gregários desta Volta estavam na fuga.
Nos primeiros 70km da etapa a fuga fez 42km/h . O pelotão 40km/h. Não foi em terreno plano. Não parece nada passo de caracol. Houve etapas mais planas planas nesta Volta que foram a esta velocidade.
O Swirbull desde do ínicio da etapa chegou ao final do Marão com 303W médios. Onde as subidas foram feitas quase a 400W. De NP deverá andar nos 340W. 300W é o valor que normalmente dá para entender o quão rápido andaram na fuga. Chegou ao final da etapa com 310W. Ou seja o ritmo ainda foi superior do Marão até ao final.
De referir que ele não foi o mais rápido na Graça. O amigo finlandês baralhou-se.
Se vocês acham que continua a ser possível controlar uma fuga onde estavam mais uns 15 ciclistas da qualidade do americano a ajudar. Desculpem mas estão enganados.
Muito fez a Feirense para pelo menos não passar dos 5 minutos.
Por muito que a malta nao goste, não é por acaso que a Visma e UAE contratam os melhores do mundo para o Tour. Às vezes só para os queimar nas etapas em prol de um único gajo.
Acho que já fizemos os nossos pontos várias vezes, portanto acho que não há muito mais a acrescentar da minha parte para além disto: Se só se aperceberam do perigo quando estavam a 2 minutos, no mínimo dos mínimos 45 segundos foram dados de borla - o que faria com que o Stussi ficasse a 7 segundos e com uma legítima chance de vencer. Para além disso, estamos a supor que o Feirense fez tudo bem depois disso, e que a fuga fez tudo bem. Ora, depois do Barreiro, a fuga estava a colaborar tão bem que saem os dois LA com o Swirbul - em vez de puxar pelo Abner. Tem de ser o Fred, que no alto passou a 20 ou 30 segundos desse grupo, a regressar e a reorganizar o grupo. Apesar disto, o Eulálio saiu do Barreiro a sensivelmente 2.30, a 17 quilómetros da meta estava a 3, e entrou na subida oficialmente a 3.50. Isto apesar de ter gasto muito mais energia do que os da fuga durante este período. Ninguém colaborou com ele quando é apanhado em Mondim de Basto. Porquê? Talvez porque decidiu lançar um ataque sem sentido tático, pensando que ainda estava a competir com o Stussi.
EDIT: Para que esta parte faça sentido. Entre o período em que a fuga termina a descida do Barreiro e o início da Senhora da Graça, foi à morte. Atrás, assim que chegaram ao Eulálio pararam, e o grupo do Eulálio também não foi à morte, fosse por falta de pernas ou porque achou que era melhor esperar. Perdem (mais) 1 minuto nisto, 1.30 no total, muito em parte concedidos pelos de trás, por falta de consciência tática.
Voltando atrás, e revendo partes do Marão e do Velão, a ABTF sai do Velão com 4 + Eulálio, tendo o Pedro Silva na fuga. É impossível que tenham gerido bem a perseguição, e a partir da descida do Velão nunca mais voltam a passar pela frente, é sempre a Kern Pharma.
Mas de qualquer forma, o meu problema, como já referi várias vezes, é sobretudo com a formação da fuga e o modo como foi gerida inicialmente, porque não precisas de ser a UAE ou a Jumbo para tentar gerir a formação da fuga, para mais quando esta sai ao fim de 10 quilómetros. Não precisas do Nils Politt para ver que o Artem Nych está ao ataque e que não pode sair. Foi um erro tático claríssimo.