Esta 3ª parte é um evolução da anterior, com a mistura do jazz com sonoridades como funk, soul e hip-hop.
Começo com aquela que tem sido uma das minhas bandas de referência nos últimos anos. Apenas 3 gajos (o teclista toca baixo ao mesmo tempo), que criaram um estilo que já tem imensos seguidores e "imitadores", até em Portugal. Os 3 são músicos de top, sendo que o guitarrista tem uma conjugação de características que me serve de referências. Muito rítmico, muito bluesy e com um som cheio de soul, sempre com um background jazzístico. Muito groove, essencialmente.
O álbum "Rubber" é um álbum só com covers de temas dos Beatles, deixo aqui a "Come Together", aquela que é provavelmente a minha preferida deles. Fica também um tema mais romantico, com a fenomenal voz soul da Stephanie McKay.
Aqui com o Nigel Hall, um cantor de Soul-Funk que participa em alguns álbuns e concertos deles. Eles têm álbuns concertos que nunca mais acabam, pelo que isto é só uma ínfima parte do que eles fazem.
Robert Glasper é um pianista de jazz que decidiu destruir barreiras e conseguiu fazer de forma brilhante a fusão entre o piano jazz e o hip-hop com muito recurso à electrónica. Um monstro no piano e na produção electrónica, o álbum "Black Radio" é uma obra prima de alguém que arriscou traçar um caminho novo e dar uma nova luz ao jazz, aproximando-o de novo das ruas.
Outra banda mítica neste contexto de fusão entre jazz, funk, soul, hip-hop and gospel são os RH Factor. "RH" vem de Roy Hargrove, o líder do projecto.
Embora goste de hip-hop, sempre me habituei a ouvir mais hip-hop de banda. É aí que entra RH Factor, Robert Glasper Experiment e The Roots. The Roots é a banda que começou quando o hip-hop ainda estava verde e continua até hoje a reinventar-se e a conseguir prémios e nomeações. E conseguem isto sem perder suas "roots", o que nos dias de hoje é notável.
Soweto Kinch é um rapper e saxofonista inglês. Genial, uma das melhores coisas que descobri nos últimos anos. Como saxofonista é incrível e como rapper tem um flow e uma atitude que me cativam. E passa a mensagem dele, não vai atrás dos temas habituais.
Julgo que já postei isto antes, mas nesta playlist faz todo o sentido. Não conhecia este rapper (Nya) mas fiquei agarrado. A entrada dele arrepia, toda o soul da banda e o espaço que deixam para ele é qualquer coisa. Adoro a simplicidade do refrão com as notas longas do trompete. E o solo do teclista é abusadíssimo, que simplicidade, que alma!
"Birth of Cool" é o nome de um dos álbuns mais famosos do jazz, ao qual se atribui a origem da vertente "Cool Jazz" (muito diferente do chamado "cool" jazz actual). Dj Cam Quartet é um projecto que decidiu chamar "Rebirth of Cool" para voltar atrás na história e tentar trazer um novo "cool" ao jazz. Da mesma forma que outros fizeram, através da fusão com o hip-hop e o funk/soul. Gramatik é outro projecto com algumas coisas parecidas que vale a pena ouvir. Já fiz directas a ouvir álbuns inteiros deles.
Dentro desta onda podia pôr aqui imensa coisa, mas vou terminar com D'Angelo e com Sam Barsh, um dos meus teclistas preferidos. O último tema foi gravado em Portugal, com os Groove4tet.
Mais uma vez peço desculpa pelo atraso. Fica a faltar a última parte, dedicada a música portuguesa.
Desculpa a demora a sério. Não devia ter aceite fazer isto, um gajo pensa que despacha isto rápido mas depois quero fazer uma cena com algum sentido e nunca arranjo tempo. Esta quinta ou sexta juro que fica feito.
Curiosamente o nome da primeira música é mesmo Digging deep!