PeterRyder Escreveu:
Alguem consegue fazer um resumo destas novas regras de subida e descida a WT? É tipo como era no PCM?
Por acaso estava a pensar no final de cada mês colocar aqui uma atualização dessa situação, mas faço já agora
Basicamente, as licenças WT agora são atribuídas para um triénio, com base num ranking de equipas da UCI cumulativo ao longo desse mesmo período de tempo. Em 2019 foram atribuídas as licenças para o triénio 2020-2022, pelo que no final deste ano irá existir uma nova atualização.
Atualmente temos 18 equipas WT, por isso existem 18 licenças para serem distribuídas pelas melhores 18 equipas no ranking 2020-2022. Existe, no entanto, um loophole no regulamento que pode ser aproveitado (e neste caso cheira-me que irá ser): a melhor equipa Pro Team numa determinada época tem acesso garantido a todas as provas WT da época seguinte, podendo mesmo escolher aquelas em que quer participar. Nos últimos anos é a Alpecin que tem garantido este estatuto, e este ano provavelmente irá mantê-lo. Como se pode ver no ranking abaixo, a Alpecin é a 9º equipa no ranking cumulativo, pelo que teria direito a uma licença WT para o triénio 2023-2025. Como a Alpecin já benefecia do acesso a todas as provas WT, sem ser equipa WT (e estando livre de todos os requisitos financeiros que daí advém), é provável que rejeite essa licença, abrindo-se uma vaga para a 19ª equipa do ranking (e por isso é que coloco ali o 19º lugar num laranja mais carregado). A vermelho estão as equipas que não se conseguem qualificar para uma licença WT.
Ranking atualizado a 15/02/2022. Na próxima terça-feira o ranking irá ser atualizado com os pontos desta última semana, e é de prever algumas mudanças ali na linha de água.

Como as provas da ProSeries e .1 dão bastantes pontos, é normal que as equipas próximas da linha de água apostem as fichas todas aqui. Que é o que se tem visto, com a Lotto e a Arkéa (e mesmo a Wanty) a apresentarem-se muito bem nestas provas neste início de temporada.