untal Escreveu:
Claro que se podem fazer piadas com uma doença. Não é de mau tom fazer piadas com doenças. Porque são piadas. Se achas que não, recomendo o Tabu - ainda não vi, mas deve ser bom.
Para quem realmente aprecia cinema, os óscares nunca serviram de nada. Os óscares eram bons de se ver, quando os filmes em contenda eram bons de se ver. Agora não são, então o buzz e o clout vêm da controvérsia nas redes com as curiosidades que referes. Mas repara, as 'notícias' dizem que x é queer em vez de dizer outra coisa qualquer, não porque querem defender as pessoas LGBT, mas sim porque lhes dá mais clicks, mais buzz, mais dinheiro. Esta coisa que tu odeias só acontece por causa do capital.
Claro que se podem fazer piadas e o que ele disse nem foi nada assim de muito grave. Agora, gozar com doenças não cai muito bem para a pessoa em questão. Se reparares, o Will Smith primeiro até se estava a rir, mas depois viu a cara da mulher, claramente constrangida, e passou-se. O próprio Will Smith também ele enquanto comediante e rapper já deve ter dito coisas piores, não é tanto pela gravidade.
Quanto ao segundo parágrafo, concordo na generalidade, ainda que, apesar de algumas decisões mais duvidosas, era sempre uma cerimónia interessante de acompanhar, normalmente com filmes de qualidade. Este ano e o anterior foram especialmente fraquinhos. Se para se manterem relevantes tem de ser à custa de coisas do género, então é mesmo sintomático da falta de qualidade. Nem é tanto a questão de eu odiar ou deixar de odiar, é mais que enquanto apreciador de cinema gostava que se falasse mais sobre cinema e se relativizasse as ditas curiosidades, ao invés de todo esse destaque, mas lá está talvez não seja o mais rentável.