Man-Game NewsflashDomingo, 26 de Dezembro, edição nº6
Emirates CupA Emirates Cup, clássica, totalmente plana, disputada nos Emirados Árabes Unidos, reuniu várias figuras conhecidas do pelotão Continental. O início desta clássica, com pouco mais de cento e vinte quilómetros foi algo tranquilo até aparecerem os habituais ataques para se formar a fuga do dia. Após esta se ter formado, com a permissão do pelotão, a corrida permaneceu calma e sem grandes situações de interesse. Com pouco mais de sessenta quilómetros para o final da prova, a Nestum com Mel e a Estrelas aumentaram o ritmo da perseguição aos fugitivos, mas o ritmo do pelotão fez com que alguns ciclistas tentassem a sua sorte numa nova fuga. O pelotão não abrandou e já se avizinhava um sprint compacto, que foi preparado com grande cuidado por várias equipas com pretensões à vitória desta clássica. Num sprint bastante renhido, o vencedor da prova foi o francês, Jimmy Casper (Top Gear Team) que aproveitou o grande trabalho da sua equipa, para ser o primeiro a cortar a meta, logo seguido de Alex Rasmussen (FC Pedroso - Vitalis Carvalhos) e Manuel Cardoso (Nestum com Mel). A Top Gear Team, conseguiu assim levar as duas classificações em disputa nesta prova, juntando a classificação da geral à classificação das equipas.
Tour Down UnderNa Austrália, cumpriram-se mais duas etapas no Tour Down Under, a primeira era considerada plana, e acabou com um sprint compacto. Antes desse final, o ciclista Allan Davis (FC Porto - Sicasal) sofreu um queda, que o arredou da possibilidade de conquistar a etapa, ganha por Heinrich Haussler (CCB - Clube de Ciclismo "Os Bananas"), que se mostrou mais forte que Gert Steegmans (VDFC) e André Greipel (Macquaire Bank Online).
A quinta etapa, era considerada "colinosa" pela organização e eram esperados vários ataques de favoritos. A etapa foi muito animada, e desde cedo houve ciclistas a saltarem do pelotão. Quando faltavam setenta e cinco quilómetros para o final Gerald Ciolek (Trek - Livestrong U23), terceiro da geral, atacou levando consigo Denys Kostyuk (PREC). Após a primeira passagem pelo Willunga, os ataques dos homens com pretensões à geral sucederam-se. O grupo formado por estes homens viria a alcançar a fuga inicial e na segunda passagem pelo Willunga, os favoritos voltaram a atacar e o grupo que liderava a etapa era agora constituído por onze ciclistas, entre os quais Filippo Pozzato (BayHawks), Stuart O'Grady (Mars Investigations), Yury Trofimov (Pearl Adidas), George Hincapie (Gazprom & Santander Professional Cycling Team), Marco Marcato (BayHawks) e Francesco Masciarelli (Trek - Livestrong U23). A cerca de três quilómetros para o final da etapa, o italiano Filippo Pozzato ganhou alguma vantagem sobre o grupo, vantagem essa, que serviu para ganhar a etapa muito à justa, com Stuart O'Grady (Mars Investigations) e Yury Trofimov (Pearl Adidas) a ocuparem o segundo e terceiro lugar na etapa. A geral tem agora um top-10 renovado, sendo liderada por Filippo Pozzato (BayHawks).
La Tropicale Amissa Bongo, Tour de San Luis e Vuela al TáchiraNo Gabão, realizaram-se mais duas etapas da La Tropicale Amissa Bongo, ambas consideradas planas. Na quarta etapa, o vento fez-se sentir mais uma vez, provocando a dada altura da etapa um corte ligeiro no pelotão, que dificultou a perseguição aos escapados do dia. Ainda com o pelotão partido, a fuga do dia foi apanhada pelo pelotão reduzido que viria a disputar a etapa ao sprint. Dentro do grupo da frente encontravam-se os grandes favoritos, e foi Borut Bozic (Jbtour Team) quem levou de vencida a etapa, sendo que Greg Van Avermaet (Team Raleigh) e Juan José Haedo (Diabos Ciclistas), ocuparam o segundo e terceiro lugar da etapa, respectivamente. O terceiro lugar conquistado por Juan José Haedo, permitiu ao argentino subir à liderança isolada da geral, trocando assim com o norueguês Edvald Boasson Hagen (Rastobank Pro Cycling Team), quarto na etapa.
A quinta etapa, foi corrida num circuito totalmente plano, com vários ataques a surgirem nos primeiros quilómetros da etapa. De imediato a Diabos Ciclistas, com a ajuda da Rastobank Pro Cycling Team e da Bacalhau com Grão, foram para a frente do pelotão, controlando deste modo a fuga. Com os fugitivos a serem alcançados pelo pelotão, quando faltavam ainda quinze quilómetros para o fim, o nervosismo entre os ciclistas começou a fazer-se sentir. O azarado foi Fabien Taillefer (Quero Voar), quarto na geral individual, que acabou por cair à entrada dos dez quilómetros finais. Sem qualquer outro incidente a registar-se até final, a etapa foi ganha por Grégory Rast (Chocapic Team), seguido de Mikhaylo Khalilov (Bacalhau com Grão) e de Robert Wagner (Saunier Duval - Apple), num sprint bastante desorganizado e sem qualquer comboio formado por qualquer equipa. Na geral, o belga Timothy Stevens (Chupa Rodas), benefeciou da queda de Fabien Taillefer para subir um lugar na geral individual, ocupando neste momento o quinto posto.
O Tour de San Luis, teve mais uma etapa, a sexta e última etapa para os sprinters brilharem. Com tudo a correr dentro do esperado, a etapa viria a acabar num sprint compacto, onde o vencedor do dia, foi o espanhol, Ruben Perez Moreno (CSKA Cidacos Pro Cycling Team), que bateu ao sprint Bruno Sancho (Sagres-Zporting) e Lieuwe Westra (Saunier Duval - Apple). A geral não sofreu alterações, sendo comandada por Luis Léon Sanchez Gil (Bimbo Nutella), que tem uma vantagem de quatorze segundos para o segundo classificado na geral e dezoito segundos para o terceiro, Maxime Monfort (CSKA Cidacos Pro Cycling Team) e Stijn Devolder (Quero Voar). A Bimbo Nutella, lidera também a classificação dos jovens por Mikhail Ignatiev e a classificação das equipas.
Continuando na América do Sul, mas agora em terras colombianas, na Vuelta al Táchira, disputou-se a décima primeira etapa, mais uma de alta montanha mas que terminava numa zona plana, depois de uma longa descida. Na única montanha do dia, os ataques não faltaram, e os homens da geral foram obrigados a fazer pela vida. Durante a subida e aproveitando o grande trabalho da sua equipa, Vasili Kiryienka (Webeffect) foi o primeiro homem com pretensões à geral, a atacar. Seguiram-se ataques de vários ciclistas que formaram um grupo intermédio, na descida que a procedeu a montanha. Os fugitivos continuavam com vantagem para o grupo intermédio, que parecia disposto a deixar a fuga vingar, o que acabou por acontecer, depois do ataque vitorioso de Jonathan Camargo (Jbtour Team), já no final da etapa. Steffan Weigold (Cycling World Team) e Giampaolo Cheula (Team Bike Zone), também eles elementos da fuga do dia, fecharam o pódio da etapa. Nas contas da geral, destaque para a entrada de Thomas Dekker, no top-10 relegando Carlos José Ochoa (Jbtour Team) para o décimo primeiro posto. Domenico Pozzovivo (Swatch Cycling) subiu dois lugares, ocupando o sétimo posto após a etapa e aproveitando a fraca prestação na etapa, de Oscar Sevilla Ribera (Viseu Cycling Team) e Michael Rogers (Team Bike Zone), oitavo e nono da geral. Esta etapa veio alterar também a classificação por equipas, que agora é liderada pela equipa alemã, Red Bull - Audi.
Flash Interview(feita pelo repórter PMLF)1- O que te levou a desenvolver este projecto da "Trek - Livestrong U23", unicamente constituída por ciclistas U23?R: Quando começou o Man-Game, tive logo a ideia de fazer uma equipa bem jovem para nas proximas épocas ter uma equipa de sucesso. Eu sempre fui um admirador do projecto da Trek - Livestrong U23 e quando vi que as minhas primeiras escolhas no draft era U23, comecei a fazer esse projecto com as minhas escolhas só escolhendo ciclistas U23. Vamos ver se dá resultado.
2- Se pudesses definir a equipa numa só palavra qual seria?R: Futuro. Penso que a maior parte dos meus ciclistas irão ser as futuras estrelas deste Man-Game. Ciolek já é um sprinter de alta qualidade mas penso que irá ser melhor. Francesco Masciarelli é o típico ciclista italiano. Bom na montanha mas péssimo no CR, acho que vai ser um futuro candidato ao Giro d'Itália daqui a uns anos. Fábio Duarte é uma promessa no ciclismo colombiano e é um candidato esta época para Volta à Colombia e nas épocas proximas. Stefan Denifl é um ciclista que, no futuro, pode ganhar clássicas como provas por etapas. Espero que seja logo o Tour da Austria.
3- Qual o ciclista do qual tens mais expectativas para a época?R: Tenho muitas expectativas no Gerald Ciolek para ganhar muitas etapas e para fazer alguns Top's em provas planas, mas não fica por aqui. Espero que o Francesco Masciarelli faça uma boa figura nas provas italianas e nas provas de 2.HC, mas se consegui-se um WildCard para o Giro, irei esperar um Top 15. Também tenho expectativas no Fábio Duarte e espero que faça boa figura na Volta à Colombia.
4- E em qual dos teus ciclistas depositas mais expectativas para o futuro?R: Francesco Masciarelli, Fábio Duarte, Stefan Denifl, Marcel Kittel, Matthias Brändle, Nico Keinath, Matvey Zubov e Denis Galimzyanov. Basicamente são quase todos.
5- O que seria uma boa época para os "Trek - Livestrong U23"?R: Fazer muito dinheiro. É o meu principal objectivo para o projecto correr bem na 2ºEpoca, aonde vamos atacar a subida para a Pro-Tour e também para renovar o nosso plantel. Os outros objectivos é ter o máximo de wildcards em provas ou clássicas PT, mas com um wildcard especial no Giro d'Italia.
6- Porque tomaste a opção de ser de Continental Tour em vez de lutar pelo Pro-Tour?R: Eu decidi ser logo Continental Tour por várias razões. Mesmo que tivesse lutado para ser Pro-Tour, não ia ser aceite e porque a Trek - Livestrong U23 está, actualmente, na Continental Tour. Assim, posso escolher as provas que quero correr, já se fosse Pro-Tour, iria fazer clássicas de pavé, que não me interessa muito.
7- Subir para a categoria PT é um objectivo desta época ou algo que viria apenas por acréscimo?R: Vinha apenas por acréscimo, porque, infelizmente, não tenho equipa para isso e nem é o objectivo de época. Há muitas equipas e/ou ciclistas aqui no pelotão Continental que merecem estar na Pro-Tour. Proxima época é capaz de ser o objectivo de época, mas por agora só vinha por acréscimo.
8- Ainda não venceste nada em CT (claro que a época ainda começou), mas já venceste uma etapa em PT. Qual foi a sensação?R: É verdade que ainda não venci em CT, mas também não estou preocupado. Tenho ainda imensas provas para ganhar etapas. Isto ainda é o inicio da época e espero ter imensas vitórias. Quanto a vitória em PT, fiquei muito feliz por ser a primeira equipa Continental a ganhar numa prova PT e ainda fiquei mais feliz, porque o dinheiro que ganhei nessa vitória na etapa, consegui pagar logo um mês de ordenado. Mas não é só as vitórias por etapas que quero. Também gostava muito de ganhar as gerais de algumas provas. Vamos ver se isso acontece.
9- Neste momento a tua equipa é exclusivamente constituída por ciclista U23. Pretendes manter isso nas seguintes épocas, ou mudar o nome da equipa e aproveitar o desenvolvimento dos teus corredores?R: Sinceramente estou mais virado em manter isso. Penso que seja um desafio engraçado de renovar sempre a equipa durante todas as épocas, mas também corro o risco de nunca subir para Pro-Tour. Se, numa época qualquer, subir para Pro-Tour, irei mudar o nome da equipa e aproveitar o desenvolvimento dos meus corredores.
10- Se pudesses adicionar qualquer ciclista à tua equipa no final da época qual seria e qual a razão dessa preferência?R: Taylor Phinney, é o meu ciclista preferido, Sacha Modolo, é um excelente sprinter e espero ter a minha equipa virada para as etapas planas, mas com ciclistas para a montanha, como o Tejay Van Garderen. Simplesmente, já ando a preparar o terreno para a época das transferências.
11- Na tua opinião, quais as equipas de CT com maior probabilidade de subir a PT?R: A principal é a Team Volks-Infineon, se saber usar os dias de competição do Contador. Depois temos a Viseu Cycling Team, Valco-Leiria e a Swatch Cycling que têm fantásticos líderes que podem ser muito importantes para as suas equipas. Cadel Evans é um ciclista muito completo. Consegue papar clássicas, como CR e como montanha. Irá fazer muitos pontos. No caso da Valco-Leiria, Nibali é um dos melhores ciclistas em provas por etapas e pode ganhar provas de 1 semana, como de 3 semanas. A Swatch tem o Valverde que pode ganhar etapas de montanha ou aquelas etapas de montanha que acaba em plano. Acho que vamos ter uma época muito interessante.
12- Algum recado que queiras deixar aos outros DD's?R: Que estejam atentos à minha equipa. Apesar de ser a mais jovem, nao significa que a minha equipa não irá ter resultados. Já demos provas que podemos ser uma equipa regular e capaz de ganhar umas etapas.
Factos para curiosos1- Ao fim de 5 etapas em provas PT temos apenas 2 vitórias para equipas PT, todas para a mesma equipa e para o mesmo ciclista (André Greipel, Macquaire Bank Online)
2- Apenas 4 das equipas PT ainda não pontuaram esta época. Das 53 equipas CT, 13 ainda estão a zero no que toca a pontuação.
3- As classificações individuais de PT e CT são lideradas por sprinters.