| El Tío del Mazo |
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Registado: 14 Mar 2009, 10:59 Mensagens: 9096 Localização: Almada
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Edição 2011 - AnálisePercurso:- 1. Passage du Gois - Mont des Alouettes 191.5 km
- Desde 1967 é quase uma tradição o Tour começar com um prologo, mas este ano tal como em 2008 vai começar com uma etapa em linha, algo que acrescenta uma certa imprevisibilidade ao inicio da prova, porque na teoria haverá mais corredores com hipoteses de alcançar a primeira vitoria e a primeira camisola amarela. A etapa irá passar à partida pela Passage du Gois, uma estrada que fica submersa pela maré duas vezes ao dia, e que já foi utilizada no Tour de France 1999, naquele ano acabou mesmo por ser decisiva para o desfecho final da prova, uma vez que devido a uma queda houve um corte de 6 minutos no pelotão, e nesse corte ficaram entre outros o 2º classificado final, Alex Zülle. A prever situações dessas a organização desta vez decidiu que os ciclistas irão percorrer a Passage du Gois ainda com a corrida neutralizada, só depois se dará a partida oficial. Já a chegada curiosamente é muito parecida à de 2008, quando venceu Valverde, terá uns 2km finais a 5% de inclinação o que deverá ser suficiente para afastar a maior parte dos sprinters da luta pela vitoria. É uma chegada perfeita para um Philippe Gilbert, ou para sprinters como Samuel Dumoulin, Grega Bole ou Edvald Boasson Hagen que consigam aguentar tais inclinações. Quem vencer em Mont des Alouettes vai envergar no pódio as camisolas da liderança da geral, montanha, pontos e, se tiver 25 anos ou menos, a juventude.
- 2. Les Essarts - Les Essarts 23 km TTT
- À segunda etapa temos o primeiro contra relógio da prova, um contra relógio por equipas de apenas 23km em Les Essarts, um percurso curto e totalmente plano onde não se deverão registar grandes diferenças, mas haverá favoritos já a perder tempo. Para a vitoria equipas como RadioShack, HTC, SKY e Garmin partem como favoritas, mas neste esforço por equipas há sempre lugar a surpresas.
- 3. Olonne sur Mer - Redon 198 km
- Primeira etapa onde se espera um sprint em pelotão compacto, um percurso quase totalmente plano, com apenas uma contagem de 4ª categoria pelo meio, mas ainda assim é provável que no fim da etapa a camisola de montanha continue nos ombros do vencedor da primeira etapa. Há ainda que ter cuidado nos quilómetros finais se houver vento do lado do mar, que pode levar à formação de cortes no pelotão. No sprint final espera-se uma luta entre as grandes estrelas da especialidade, Mark Cavendish, Alessandro Petacchi, André Greipel, Tyler Farrar, Tom Boonen, entre outros.
- 4. Lorient - Mûr-de-Bretagne 172.5 km
- Mas uma etapa com uma chegada em topo, desta vez no Mûr-de-Bretagne, 2km a 7% de inclinação, categorizado de 3ª categoria. Philippe Gilbert, Mur, 7%, é a receita da Omega. Não será também de estranhar movimentações dos homens da geral como, Cunego, Evans, Vino, Samu, Contador, Andy, entre outros com ambições a vitoria de etapa.
- 5. Carhaix - Cap Fréhel 165 km
- Segunda etapa para os sprinters, com um perfil mais acidentado que a primeira e também com longos quilómetros junto ao mar, se houver vento pode haver surpresas nesta etapa, é importante ter sempre um boa colocação no pelotão para não se ser surpreendido. Se tudo correr normalmente e o pelotão apanhar a fuga a etapa será ganhar por um sprinter, a segunda ou a primeira de Cavendish?
- 6. Dinan - Lisieux 226.5 km
- Esta será a etapa mais longa deste Tour, com uns quilómetros finais algo acidentados, sendo os últimos 2km a 4,5% antes da entrada no ultimo km que será plano, será dificil para os sprinters se manterem bem colocados, mas homens como Petacchi, Farrar ou Hagen têm boas hipoteses de vencer, não se pode também descartar Gilbert, ou Voeckler, que atacando naquela parte dura podem conseguir vantagem suficiente para ganhar a etapa. Mas para que tais cenários aconteçam o pelotão terá de anular a fuga, que tem hipoteses de vingar numa etapa como esta.
- 7. Le Mans - Châteauroux 218 km
- Outra etapa de mais de 200km, desta feita para sprinters, têm se ido alternando, chegadas ao sprint e chegadas em topo. Etapa plana sem nenhuma contagem de montanha, a mais plana deste Tour, é uma etapa de transição em direcção aos Pirenéus, antes de começar a montanha mais a serio. Passada uma semana de prova, e num cenário previsível poderíamos ter Cavendish e Gilbert empatados a 3 vitorias cada. Como não há bonificações, é possível que a camisola amarela esteja nos ombros de um corredor da equipa que venceu o contra relógio da segunda etapa.
- 8. Aigurande - Super-Besse Sancy 189 km
- Primeira etapa de media montanha, termina em Super-Besse, um topo de 1,5km a 7,6% categorizado de 3ª categoria. Mas antes dessa subida há ainda 2,5km a 7%, com um intervalo de 2km entre as duas. Nesta etapa quem luta pela geral deverá mostrar-se, é uma parte final muito exigente, poderá ser demais para o Gilbert, mas boa um Evans, Cunego, Contador, Samu, Vino. Também uma fuga pode vingar.
- 9. Issoire - Saint-Flour 208 km
- Etapa já bastante acidentada, com 3 segundas e 3 terceiras categorias pelo meio e com mais um final em topo, 1,6km a 6%. É uma etapa rompe pernas, dificil de controlar onde é possível que chegue uma fuga, mas o final é mais um ao estilo Gilbert.
- 10. Aurillac - Carmaux 158 km
- Depois do primeiro dia de descanso vem mais uma etapa para sprinters, algo acidentada mas não o suficiente para estragar a festa aos homens rápidos, quem a pode estragar são os fugitivos, o final é em ligeira descida.
- 11. Blaye-les-Mines - Lavaur 167.5 km
- Mais outra etapa para os sprinters antes de começar a montanha a serio, nesta as equipas dos homens rápidos devem controlar a fuga e levar o pelotão compacto até à linha de meta.
- 12. Cugnaux - Luz-Ardiden 211 km
- Já ultrapassada a metade da prova chega a primeira das quatro chegadas ao alto desta edição, com final em Luz-Ardiden, 13,3km a 7,4% de inclinação, antes os ciclistas terão ainda de enfrentar de modo consecutivo até à subida final, Hourquette d'Ancizan 9,9 a 7,5%, seguido do Col du Tourmalet 17,1 km a 7,3 %. Serão uns 80km finais de grande dureza, a subida final a Luz-Ardiden já não aparecia no Tour desde 2003, quem assistiu ou que viu posteriormente deve se recordar daquela queda do Lance Armstrong por causa de um espectador, foi nesta mesma subida que tal aconteceu em 2003, ele que acabaria ainda assim por vencer a etapa. Esta subida também só foi subida mais 6 vezes para além dessa mas conta com grandes nomes na lista de vencedores como, Miguel Indurain, Pedro Delgado ou Richard Virenque. Já iremos ver diferenças em termos de geral nesta etapa, e quem está ou não para ganhar. Espera-se o primeiro grande duelo entre Alberto Contador e Andy Schleck, e se haverá mais alguém ao nível destes dois, a vitoria deverá sair de um homem importante da geral.
- 13. Pau - Lourdes 152.5 km
- Esta é a etapa prefeita para a fuga vingar, com o Col d'Aubisque colocado a 40km do fim será o suficiente para afastar os sprinters, e a equipa do líder deve apenas controlar a fuga dentro de um determinado tempo.
- 14. Saint-Gaudens - Plateau de Beille 168.5 km
- Segunda chegada ao alto, e ultima nos Pirenéus, com final no Plateau de Beille 15,8 km a 7.9 %, um etapa que não é muito longa mas é muito acidentada, será um duro teste para os homens da geral, e mais uma etapa para começar a definir cada vez mais a classificação final. De notar que todos os ciclistas que venceram em Plateau de Beille anteriormente também venceram o Tour, Pantani, Armstrong por duas vezes, e Contador da ultima vez que a subida foi feita, em 2007.
- 15. Limoux - Montpellier 192.5 km
- Em Montpellier os sprinters vão ter a penúltima oportunidade, não a irão desperdiçar certamente, esta será mais uma etapa de transição desta vez em direcção aos Alpes, onde se irá decidir o Tour.
- 16. Saint-Paul-Trois-Châteaux - Gap 162.5 km
- Depois do ultimo dia de descanso vem mais uma etapa propicia à fuga, no ano passado em Gap a sorte sorriu ao português Sérgio Paulinho, vamos esperar que ele repita o feito, e que nos dê mais uma alegria. Foi também em Gap que em 2003 Joseba Beloki sofreu um queda grave, e Lance Armstrong teve de fazer um corta-mato para não ser apanhado na queda, foi um momento que ficou para eternidade.
- 17. Gap - Pinerolo 179 km
- Nesta etapa o Tour faz uma incursão por território italiano, a decisão do Tour está para vir nas 3 seguintes etapas e como tal não deverão haver mexidas dos favoritos aqui, alguém mais atrasado pode tentar a sua sorte, e uma fuga tem grandes hipoteses.
- 18. Pinerolo - Galibier-Serre Chevalier 200.5 km
- Possivelmente a etapa rainha desta edição, 3 montanhas de categoria especial que vão para alem dos 2000 metros de altitude, e uma chegada a 2645m a mais alta na historia do Tour, superando os 2413m do Col du Granon em 1986. Os ciclistas primeiro irão subir o Col Agnel por um lado inédito no Tour, 23,7 km a 6,5 %, de seguida o Col d'Izoard 14,1 km a 7,3 %, e por fim o Col du Galibier 22,8 km a 4,9 %. Esta é a penúltima chegada ao alto, quem quer vencer tem de atacar, é uma etapa que promete espectaculo.
- 19. Modane Valfréjus - Alpe-d’Huez 109.5 km
- A etapa do Alpe d'Huez é sempre a mais esperada, é uma subida mítica, mas este ano é uma etapa relativamente curta, de apenas 100km, onde os ciclistas vão subir pela segunda vez o Galibier em dias seguidos mas desta vez por outra vertente, 16,7 km a 6,8 %, e antes sobem o Col du Télégraphe 11,9 km a 7.1 %. No final enfrentam o mítico Alpe d'Huez, 13,8 km a 7,9 %, que volta ao Tour depois de um ausência de 3 anos, em 2008 venceu Carlos Sastre com uma grande exibição, e acabaria por vencer igualmente o Tour. É a ultima oportunidade para os homens de montanha mexerem na classificação, os grandes trepadores presentes vão querer deixar a sua marca nesta subida.
- 20. Grenoble - Grenoble 42.5 km
- Ultimo dia para se decidir o que ainda estiver em aberto, os contra relogistas têm 42km para rectificar posições na classificação geral, quando à luta pela vitoria da etapa deverá ficar entre Fabian Cancellara e Tony Martin, com Bradley Wiggins e David Millar à espreita.
- 21. Créteil - Paris Champs-Élysées 95 km
- Chegamos assim ao fim de mais um Tour, um dia consagração para os vencedores, e reflexão para os vencidos, uma ultima oportunidade para os sprinters também. Ganhar nos Champs Elysees é sempre muito prestigioso.
Para finalizar a analise do percurso deixo alguns números, 1 contra relógio por equipas, 1 contra relógio individual, 6 etapas de montanha, 3 etapas de media montanha, 10 etapas planas, 2 dias de descanso, 23 dias de prova. Em termos de chegadas, 7 em sprint compacto, 5 em pequenos topos, 4 em alto, 3 em descida (prováveis a fugas), 2 contra relógios.Equipas: ALM - Uma equipa bastante interessante, que à partida irá ter como líder Nicolas Roche, embora haja ainda algumas duvidas se a queda que teve no Dauphine irá ou não influenciar a sua performance no Tour. Este por sua vez poderá contar com a ajuda de ciclistas de qualidade na montanha como John Gadret e Hubert Dupont. Mas a qualidade não se fica por aqui, têm ainda Jean Christophe Peraud que poderá ser um ciclista livre, e a aposta no caso de o Roche falhar, depois há ainda Blel Kadri, um jovem que tem vindo a evoluir muito esta temporada, e que foi apontado à partida pelos DD's presentes como uma possível revelação da prova, é um ciclista a lançar para a fuga naquelas etapas acidentadas, juntamente com Christophe Riblon que venceu uma etapa na edição do ano passado. Para as chegadas ao sprint têm o veterano Sébastien Hinault. Completam a equipa, Maxime Bouet e Sébastien Minard, ciclistas para lançar em fugas nas etapas planas.
BMC - A BMC parte com o intuito de levar o Cadel Evans pelo menos ao pódio do Tour, o seu DD acredita mesmo na vitoria, levam um boa equipa para o suportar, para a montanha, Amaël Moinard, Steve Morabito e Ivan Santaromita, para o contra relógio por equipas, Brent Bookwalter e Manuel Quinziato, e para todo o terreno, George Hincapie e Marcus Burghardt. Depois têm ainda o Michael Schär que é um ciclista mais indicado para andar em fuga.
COF - Outra equipa francesa muito interessante, a sua figura mais sonante é David Moncoutie, que volta ao Tour passados 2 ano de ausencia, e promete lutar pela classificação da montanha, é bom relembrar que este senhor é venceu a camisola da montanha por 3 vezes consecutivas na Vuelta (2008/2009/2010). Para a classificação geral a aposta vai recair no jovem Rein Taaramae, que será também um dos candidatos à camisola da juventude. Nos sprints serão Samuel Dumoulin e Leonardo Duque os principais responsáveis, principalmente naqueles mais selectivos, chegadas com uma certa inclinação, e aqui também o jovem Tony Gallopin se pode intrometer. O resto dos ciclistas são homens para andar em fugas, mostra a camisola.
EUS - Esta equipa basca parte com intenções claras de levar o seu líder ao pódio, Samuel Sanchez, e este terá dois fies escudeiros nas montanhas, Egoi Martinez e Amets Txurruka. Os restantes elementos são essencialmente ciclistas combativos, que fazem o que for preciso, é uma equipa focada em torno do líder, mas mesmo assim não deixará de andar em fugas.
FDJ - É a típica equipa francesa que vai querer estar presente em todas as fugas, o lider será o Sandy Casar, mas não deverão ter grandes aspirações à classificação geral. Nos sprints William Bonnet pode conseguir vários top 10 em etapas.
THR - A HTC é sempre uma equipa bastante forte, o líder principal será o Cav, o papa etapas, e vai contar com Eisel e Renshaw para o guiarem às vitorias. Matthew Goss será o homem a apontar para finais mais selectivos. Tony Martin e Peter Velits serão os ciclistas para a geral, o primeiro tem feito uma época impressionante, e o segundo já tem no palmares um pódio na Vuelta. O objetivo destes dois passarás por conseguir um lugar nos 10 primeiros. E ainda terão o jovem Tejay Van Garderen para auxiliar na montanha, e aprender para no futuro vir a estar na discussão de uma prova de 3 semanas. Completam a equipa Danny Pate e Lars Bak, dois homens de trabalho, aqueles do trabalho fantasma.
KAT - Uma equipa 100% russa é um feito histórico na Volta a França, Vladimir Karpets será o homem para a geral, e Denis Galimzyanov para os sprints. Depois Alexandr Kolobnev pode lutar pela vitoria de etapas, principalmente naquelas que terminam nos topos. Vladimir Gusev e Mikhail Ignatiev serão outras das figuras da equipa, para se intrometerem em fugas importantes. Tal como os restantes ciclistas.
LAM - A Lampre vai ser liderada pelo Cunego, que vem de um Tour de Suisse muito bom, e aqui terá varias oportunidades para tentar vencer etapas. Um Top 10 na geral final está ao seu alcançe. Nos sprints o lider será Petacchi, e adivinha-se mais um grande duelo com o Cav, o vencedor da camisola verde na edição do ano passado estará com o intuito de a vestir novamente em Paris. E para isso irá contar com a preciosa ajuda de Danilo Hondo e do amigo do Olivier, o fantástico Grega Bole.
LEO - Possivelmente a equipa mais forte deste Tour, como líder terá um dos mais sérios candidatos à vitoria, Andy Schleck, secundado pelo seu irmão Frank, e pelo fiel escudeiro Jakob Fuglsang. O melhor contra relogista do mundo também faz parte da equipa, Fabian Cancellara, e será uma ajuda preciosa no contra relógio por equipas, e não só, visto ele ter um motor que dura e dura e dura, tal como o homem de ferro Jens Voigt. Completam a equipa Linus Gerdemann, Maxime Monfort, Stuart O'grady e Joost Posthuma, tudo ciclistas completos, e bastante úteis em qualquer terreno.
LIQ - A Liquigas já se apresentou mais forte, este ano traz Basso para tentar a vitoria, e Szmyd como principal ajudante na montanha. Não traz mais ninguém de renome, tudo homens de trabalho.
MOV - Esta equipa espanhola vai contar com um português nas suas fileiras, Rui Costa, é uma equipa muito equilibrada, e a liderança em principio será repartida entre Benat Intxausti e David Arroyo. Nos sprints vão poder contar com José Joaquín Rojas e Francisco Ventoso, que são ciclistas mais dados a finais seletivos, com uma certa dureza. Depois têm ainda varios ciclistas de grande qualidade para andar em fuga, Rui Costa, Vasil Kiriyenka, José Iván Gutiérrez, Andrey Amador e Imanol Erviti. É uma equipa com capacidade para lutar pela classificação coletiva. Em termos de geral é possível um conseguir um lugar nos 15/20 primeiros.
OLO - Grande equipa para lutar em todas as frentes, geral, chegadas ao sprint, e chegadas seletivas, refiro-me a Jurgen Van Den Broeck, André Greipel e Philippe Gilbert, respetivamente. Conta ainda com uma serie de homens de trabalho, principalmente para o terreno plano e acidentado, para a alta montanha é que escasseia gente para auxiliar o líder. A Omega parte com o objetivo de colocar Van Den Broeck nos 10 primeiros, e vencer etapas por intermédio principalmente de Gilbert e Greipel, hipoteses não vão faltar.
AST - A ex equipa do Contador, perdeu qualidade relativamente ao ano transato, mais em relação à montanha, mas mantém um bloco muito bom e mais equilibrado no que toca a plano/montanha, o lider será o patrão o Vinokourov, que vai contar com Roman Kreuziger para o auxiliar na alta montanha, espera-se que faça um trabalho semelhante ao que fez para o Nibali na Vuelta. Ainda para a montanha vai contar com, Paolo Tiralongo, Rémy Di Gregorio e Dmitriy Fofonov. No que toca ao terreno plano, Maxim Iglinskiy, Tomas Vaitkus, Andriy Grivko e Andrey Zeits serão os homens ao dispor. O objectivo passa por levar o Vinokourov a um lugar nos 10 primeiros, mas o sonho era chegar ao pódio.
QST - A Quickstep leva uma equipa equilibrada, com Tom Boonen de regresso, vencedor da camisola verde em 2007 desde então nunca mais chegou a esse nível no Tour, volta agora e leva uma boa equipa para o suportar nos sprints como Gert Steegmans, Gerald Ciolek e Niki Terpstra. Para liderar a equipa no que toca à geral a responsabilidade deve recair sobre Kevin De Weert, 18º na ultima edição do Tour, que terá como principal gergário Dries Devenyns. No que toca aos franceses da equipa, Sylvain Chavanel e Jérôme Pineau, a sua responsabilidade será entrar em fugas, tentar vencer etapas e envergar camisolas nos primeiros dias.
RAB - A equipa holandesa parte com o objetivo de levar Gesink ao podio, e para isso este vai contar com a ajuda de ciclistas de qualidade na montanha, Bauke Mollema, Laurens ten Dam, Luis Leon Sanchez, Carlos Barredo e Juanma Garate. No terreno plano a responsabilidade de estar com Gesink fica a cargo de Lars Boom, Maarten Tjallingii e Grischa Niermann. Esta ano a equipa está totalmente centrada à volta do líder. Ainda assim, homens como Luis Leon Sanchez, Carlos Barredo e Juanma Garate, devem ter a oportunidade de se meter em fugas e tentar a sua sorte.
SAU - Mais uma equipa francesa para andar todos os dias em fuga, como líder trazem Jerome Coppel, que poderá lutar por um lugar entre os 20 primeiros.
SBS - Esta Saxobank apresenta-se no Tour com 5 ciclistas que já tiveram presentes no Giro, Alberto Contador, Daniel Navarro, Jesus Hernandez, Richie Porte e Matteo Tosatto, o que poderá ter influencia na prestação da equipa, uma vez que o desgaste acumulado pode se fazer sentir. O líder claro está será o vencedor do Giro, Alberto Contador, e contará à partida com uma equipa equilibrada, 4 ciclistas para a montanha e 4 para o plano. A ausência mais notada será talvez a de Gustav Larsson, que seria um ciclista muito importante no contra relógio por equipas.
SKY - A SKY vem com o objetivo de levar o Wiggins aos 5 primeiros no Tour, e com Rigoberto Uran como segunda opção no caso do Wiggins não estar ao nível que mostrou no Dauphine. Edvald Boasson Hagen juntamente com Ben Swift serão os líderes da equipa para os sprints, seletivos e compactos, respetivamente, e vão poder contar com a preciosa ajuda de Geraint Thomas, uma autentica locomotiva na aproximação à meta. Para além destes corredores há ainda Juan Antonio Flecha e Simon Gerrans, dois homens fortes a lançar em fugas. Completam a equipa, Christian Knees e Xabier Zandio, dois trabalhadores.
EUC - O DD da Europcar está muito confiante à partida, e ambiciona chegar ao pódio com Christophe Kern, algo que não deverá passar de um sonho, realisticamente um lugar nos 20 primeiros já era muito bom. A estrela da equipa, Thomas Voeckler, estará presente como não podia deixar de ser, e vai buscar caçar etapas com a sua grande qualidade e combatividade. O jovem Pierre Rolland deverá ter liberdade para fazer o seu Tour, e quem sabe não virá a ser uma agradavel surpresa. A equipa francesa vai contar ainda com o vencedor da camisola da montanha na edição anterior, Anthony Charteau, cujo objetivo deverá passar por tentar vencer novamente a camisola, apesar das alterações feitas este ano, e demonstrar assim que a vitoria anterior não foi por acaso.
GRM - A Garmin aposta em meter o Tom Danielson entre os 10 primeiros do Tour, não será facil mas terá Ryder Hesjedal e Christian Vandevelde para o ajudar. Nos sprints têm uma dupla de peso, Tyler Farrar e Thor Hushovd, a serem ajudados por David Millar, David Zabriskie, Ramunas Navardauskas e principalmente Julian Dean.
RSH - Na minha opinião a equipa mais forte presente neste Tour, falta-lhe um Contador, um homem forte, mas têm 4 excelentes ciclistas, que à partida vão ser os lideres, Janez Brajkovic, Christopher Horner, Andreas Klöden e Levi Leipheimer, qualquer um com capacidade para fazer Top10, serão as circunstancias de corrida quer decidirão quem por fim será proclamado o líder, e terá uma equipa poderosíssima por trás de si. E é um orgulho ter um português na equipa mais forte, o grande Sergio Paulinho, aquele do trabalho fantasma. Para além dele a equipa é ainda constituída por homens do calibre de Haimar Zubeldia e Yaroslav Popovych, juntamente com Dmitriy Muravyev e Markel Irizar que serão os menos cotados da equipa. Esta será em principio a grande favorita a vencer novamente a classificação por equipas.
VAC - Uma equipa engraçada, com especialistas em fugas como Thomas De Gendt e Johnny Hoogerland, sprinters Romain Feillu e Borut Bozic, homens de media montanha Wouter Poels, Rob Ruijgh, especialistas em classicas, Björn Leukemans e Marco Marcato, e um contra relogista, Lieuwe Westra. É uma equipa bastante completa, a aposta principal deverá ser nos sprints e em fugas. Para a geral não têm ninguém com capacidade, talvez um lugar entre os 30 primeiros para o Wouter Poels.
Classificações:- Maillot Jaune - Favoritos:
Alberto Contador 

Andy Schleck 

Outsiders:
Ivan Basso 

Cadel Evans 

Samuel Sanchez 

Robert Gesink 

Frank Schleck 

Jurgen Van Den Broeck 

Damiano Cunego 

Alexandre Vinokourov 

Bradley Wiggins 

Janez Brajkovic 

Christopher Horner 

Andreas Klöden 

Levi Leipheimer 

Outros: Nicholas Roche, Jean Christophe Peraud, John Gadret, Rein Taaramae, David Moncoutie, Tony Martin, Peter Velits, Vladimir Karpets, Benat Intxausti, David Arroyo, Roman Kreuziger, Bauke Mollema, Kevin De Weert, Jerome Coppel, Rigoberto Uran, Pierre Rolland, Christophe Kern, Tom Danielson, Ryder Hesjedal, Christian Vandevelde.
- Maillot Blanc:
Favoritos: Robert Gesink, Benat Intxausti, Rigoberto Uran, Rein Taaramae, Jerome Coppel. Outsiders: Bauke Mollema, Roman Kreuziger, Rui Costa, Blel Kadri, Tejay Van Garderen, Pierre Rolland, Rob Ruijgh, Wouter Poels.
- Maillot Vert:
Favoritos: Mark Cavendish, Alessandro Petacchi, André Greipel, Tom Boonen, Thor Hushovd, Tyler Farrar. Outsiders: Philippe Gilbert, Edvald Boasson Hagen, José Joaquín Rojas, Francisco Ventoso, Matthew Goss, Denis Galimzyanov, Ben Swift, Borut Bozic, Romain Feillu.
- Maillot à Pois Rouges:
Favoritos: Alberto Contador, Andy Schleck, David Moncoutie. Outsiders: Damiano Cunego, Jurgen Van Den Broeck, Ivan Basso, Robert Gesink, John Gadret, Christophe Kern, Cadel Evans, Samuel Sanchez, Frank Schleck.
Editado pela última vez por kamikaze em 01 Jul 2011, 20:14, num total de 6 vezes.
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