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Agora que vejo os perfis todos, é mais um percurso à Dauphine, mais de 100km de contra relógio e depois só 3 chegadas em alto, sendo que a primeira delas a etapa 7, apesar de dura é curta, não deve servir para nada mais que separar quem está e quem não está na luta pela geral. As outra duas sim são etapas a sério, La Toussuire e Peyragudes, e podem dar um bom espectáculo. Depois há mais 3 etapas de montanha sem chegada ao alto, Bellegarde-sur-Valserine, Foix e Bagnères-de-Luchon, sendo que das 3 apenas a ultima me parece ser uma etapa com potencial para mexer na geral, nas outra duas a ultima subida difícil termina ainda relativamente longe da meta. Pelo meio há ainda ali umas quantas etapas que terminam em topos e que podem servir para ganhar alguns segundos. Resumindo, para mim um percurso fraco, com enorme probabilidade de ser decidido nos contra relógios.
Em termos de favoritos, meto o Cadel Evans como principal, em condições normais não o vejo a perder tempo para ninguém na montanha, e no crono só para o Wiggins e Martin, mas pouco, vá no total dos 3 cronos perder cerca de 1 minuto. Depois a seguir meto Bradley Wiggins e Christopher Froome, meto o Froome porque não confio muito no Wiggins, não me admirava nada ver acontecer o mesmo que na Vuelta passada, chegar-se às etapas decisivas e o Wiggins falhar. No patamar a seguir, Jurgen Van Den Broeck, Robert Gesink, têm vindo a mostrar uma grande evolução em termos de contra relógio, sendo que a subir facilmente sobem com os melhores, até mesmo o Tony Martin e o Michael Rogers podiam entrar neste lote, dois excelentes contra relogistas que podem subir com os melhores, mas apenas em certas ocasiões, têm algumas fragilidades a nível de montanha. Finalmente depois vem o lote dos trepadores que vão sair penalizados dos mais 100km de contra relógio, uns mais que outros claro, Andy Schleck, Samuel Sanchez, Vincenzo Nibali, Alejandro Valverde e Frank Schleck, todos eles vão ter de fazer pela vida nas montanhas para poderem sonhar com a vitória. Há ainda as incógnitas Denis Menchov e Levi Leipheimer, dois ciclistas de enorme qualidade, bastante bons quer no crono quer na montanha, mas como se vão apresentar aqui não se sabe, e também o Ryder Hesjedal, que depois de vencer o Giro é uma incógnita o que pode fazer aqui.
Um factor que pode influenciar bastante este Tour também é a força da SKY, o que estão a mostrar nas etapas de montanha do Dauphine em que puxam toda a etapa, ninguém sai do grupo, e chegam ao fim ainda com dois homens para além do líder que não tiveram de fazer qualquer trabalho. Ora se esta equipa mantém esta força no Tour isto quer dizer que montanha acima quem quiser atacar vai ter grandes dificuldades porque atrás vai um comboio autentico a varrer tudo, fazendo lembrar a US Postal, nas etapas de montanha que não terminam em alto é que isto se vai notar ainda mais. Ou seja, podemos assistir neste Tour a maior parte das etapas de montanha a serem feitas ao ritmo do comboio da SKY sem que haja grandes ataques, quase como se de uma chegada ao sprint se tratasse.
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