untal Escreveu:
Filipee Escreveu:
@ untal, Não precisas de estar exposto aos problemas do comum queniano para isso de dar vantagens. O teu organismo, devido às condições climatéricas que lá existem, é obrigado a modificar e a trabalhar de forma diferente, ainda para mais alguém que nasce lá e encara logo com aquele clima. Por muito que o Froome pudesse viver como um rei no Quénia (não sei se era assim mas pelo que já ouvi dele não me parece que fosse assim, apesar de, obviamente, não viver mal), está sempre exposto a esse factor. E esse factor dá-lhe vantagem quando se trata de um desporto de resistência. O clima na África e acima de tudo na zona do Quénia é muito especial e dá imensa vantagem a alguém que nasça lá e viva sob aquele clima durante vários anos, mesmo que não seja sobre as condições extremas de ter de ir buscar água a 20km para não morrer à sede.
Adaptação ao clima não dá resistência inerente. Dá isso mesmo, adaptação ao clima. Se não aplicas esforço enquanto estás sob o extremo clima, não ganhas muito. E lá está, dois anos não é nada, comparativamente ao Quintana, por exemplo, que treinou a vida toda sob condições extremas, a subir e a descer indefinidamente. Ou comparativamente aos ciclistas da Eritreia que, muito mais que o Froome, tiveram condições dificílimas por fazerem quase todo o percurso no ciclismo nas mesmas condições que o Froome teve durante dois anos. Isso também não explica porque é que o Froome nunca teve resultados de relevo enquanto não-SKY e enquanto SKY no primeiro ano, mesmo não tendo sido identificado o parasita nesses anos.
Dá-te facilidade posterior em tem maior rendimento sob climas mais soft, porque a partir daquela idade o teu organismo já só tem mudanças extremas sob condições muito específicas. E quando tens um treino completamente direccionado a tirar o máximo proveito das tuas capacidades específicas, essas condições especiais nas quais viveste começam cada vez maior influência e a ter superioridade sobre o resto. E o Quintana viveu e treina sob condições também elas muito especiais, principalmente para o ciclismo, mas a idade e o treino fora daquela zona que ele tem não me parece que retire o máximo rendimento possível das suas capacidades. Mas o facto de ter 22 anos também ajuda a que ele não esteja no pico. Pah, os africanos, mesmo aqueles que vivem em condições boas, estão cada vez mais na mó de cima no que diz respeito a desporto de resistência e isso não vem só do facto de terem de correr para irem buscar água e tudo mais que muitos deles têm de fazer, até porque boa parte deles sai cada vez mais cedo de lá.
E acredito seriamente que dentro de 1/2 anos o Quintana vai crashar a subir qualquer outro ciclista, incluindo o Froome ou qualquer outro fenómeno não colombiano que apareça.
@Hugo, o Quintana é obrigado a gastar mais Watts durante todo o resto da etapa. Estes estudos de Watts e tudo mais na subida podem dizer muita coisa e são muito bonitos, mas esquecem-se que existem 200km para trás, muitas das vezes.