NaboDoPCM Escreveu:
Fonte? É duvidosa porque tens Bauke mal escrito.
De qualquer forma estes tempos são relativos. É diferente se a etapa foi curta ou longa, com muita quilometragem ou não, 1ª ou 3ª semana, vento ou não e vários outros factores.
Claro que os tempos são relativos, mas não deixam de ser indicadores. Assim como são indicadores os tempos de outras subidas, a concorrência ao Tony Martin, o salto qualitativo em muito pouco tempo, a consistência em dinamitar a oposição, a estabilidade da época, o facto de isto ter ocorrido numa equipa que levanta suspeitas seja em relação aos médicos, falta de transparência e criadora de outros ciclistas que se transformam quase de dia para a noite ou entram num nível muito acima do conhecido e esperado, como Porte, Kennaugh, Thomas, Wiggins, Siutsou, Rogers, López Garcia e o próprio Kiriyenka. Nada disto são absolutos, mas são muitos relativos que pintam um quadro nada favorável no que toca a um ciclismo limpo. Tudo isto junto levanta fumo, e geralmente quando há fumo, há fogo.
E para a conversa geral sobre o tema ser mais construtiva, a questão da presunção de inocência até um teste positivo não é um grande argumento. Não quero equacionar doping com tribunais, mas sempre que se tenta apurar algo na vida real, na maioria dos casos não existe uma prova absoluta que garante a 100% x ou y. A vida não é o CSI, não existe por aí o pessoal da Bones ou do Lie to Me. Se a maioria dos casos fossem julgados com base em provas irrefutáveis não existia necessidade de júris, juízes e advogados, ou transportando para o ciclismo, de jornalistas investigadores, de métodos de quantificação de rendimento, de passaporte biológico, do MPCC, de investigações extra órgãos da modalidade sobre a modalidade. Tudo isto existe porque se sabe que as suspeitas raramente vêm acompanhadas de provas irrefutáveis e que é preciso recorrer a indícios e circunstâncias específicas e construção de narrativas com sustentação lógica. Acho que de parte a parte, chega-se mais longe no debate se evitarmos frases e linhas de pensamento do género "isso não prova nada" só porque não prova tudo.