Km 68.0 - Côte de Cray 1.6km@7.1% - 4ªcategoria Km 103.5 - Côte de Buttertubs 4.5km@6.8% - 3ª categoria Km 129.5 - Côte de Griton Moor 3km@6.6% - 3ª categoria
Km 142.0 - Col de la Croix des Moinats (891 m) 7.6km@6% - 2ª categoria Km 150.0 - Col de Grosse Pierre (901 m) 3km@7.5% - 2ª categoria Km 161.0 - Côte de La Mauselaine 1.8km@10.3% - 3ª categoria
Km 11.5 - Col de la Schlucht (1 140 m) 8.6km@4.5% - 2ª categoria Km 41.0 - Col du Wettstein 7.7km@4.1% - 3ª categoria Km 70.0 - Côte des Cinq Châteaux 4.5km@6.1% - 3ª categoria Km 86.0 - Côte de Gueberschwihr (559 m) 4.1km@7.9% - 2ª categoria Km 120.0 - Le Markstein (1 183 m) 10.8km@5.4% - 1ª categoria Km 127.0 - Grand Ballon 1.4km@8.6% - 3ª categoria
10ªetapa: Mulhouse - La Planche des Belles Filles, 161 kms
Km 30.5 - Col du Firstplan (722 m) 8.3km@5.4% - 2ª categoria Km 54.5 - Petit Ballon (1 163 m) 9.3km@8.1% - 1ª categoria Km 71.5 - Col du Platzerwasel (1 193 m) 7.1km@8.4% - 1ª categoria Km 103.5 - Col d'Oderen (884 m) 6.7km@6.1% - 2ª categoria Km 125.5 - Col des Croix 3.2km@6.2% - 3ª categoria Km 143.5 - Col des Chevrères (914 m) 3.5km@9.5% - 1ª categoria Km 161.5 - La Planche des Belles Filles (1 035 m) 5.9km@8.5% - 1ª categoria
Km 58.5 - Col de Brouilly 1.7km@5.1% - 4ª categoria Km 83.0 - Côte du Saule-d'Oingt 3.8km@4.5% - 3ª categoria Km 138.0 - Col des Brosses 15.3km@3.3% - 3ª categoria Km 164.0 - Côte de Grammond 9.8km@2.9% - 4ª categoria
Km 24.0 - Col de la Croix de Montvieux 8km@4.1% - 3ª categoria Km 152.0 - Col de Palaquit (1 154 m) 14.1km@6.1% - 1ª categoria Km 197.5 - Montée de Chamrousse (1 730 m) 18.2km@7.3% - Categoria Especial
Km 82.0 - Col du Lautaret (2 058 m) 34km@3.9% - 1ª categoria Km 132.5 - Col d'Izoard (2 360 m) - Souvenir Henri Desgrange 19km@6% - Categoria Especial Km 177.0 - Montée de Risoul (1 855 m) 12.6km@6.9% -1ª categoria
Km 25.0 - Côte de Fanjeaux 2.4km@4.9% - 4ª categoria Km 71.5 - Côte de Pamiers 2.5km@5.4% - 4ª categoria Km 155.0 - Col de Portet-d'Aspet (1 069 m) 5.4km@6.9% - 2ª categoria Km 176.5 - Col des Ares 6km@5.2% - 3ª categoria Km 216.0 - Port de Balès (1 755 m) 11.7km@7.7% - Categoria Especial
Km 57.5 - Col du Portillon (1 292 m) 8.3km@7.1% - 1ª categoria Km 82.0 - Col de Peyresourde (1 569 m) 13.2km@7% - 1ª categoria Km 102.5 - Col de Val Louron-Azet (1 580 m) 7.4km@8.3% - 1ª categoria Km 124.5 - Montée de Saint-Lary Pla d'Adet (1 680 m) 10.2km@8.3% - Categoria Especial
Km 28.0 - Côte de Bénéjacq 2.6km@6.7% - 3ª categoria Km 56.0 - Côte de Loucrup 2km@7% - 3ª categoria Km 95.5 - Col du Tourmalet (2 115 m) - Souvenir Jacques Goddet 17.1km@7.3% - Categoria Especial Km 145.5 - Montée du Hautacam (1 520 m) 13.6km@7.8% - Categoria Especial
19ªetapa: Maubourguet Pays du Val d'Adour - Bergerac
Registado: 21 Ago 2007, 02:49 Mensagens: 35802 Localização: Vila Nova de Gaia
Edição 2014 - Análise
Percurso:
Etapa 1 » Leeds › Harrogate, 190.5km
A grande partida do Tour de France este ano é na Grã – Bretanha com o início na região de Yorkshire. Esta primeira jornada três subidas categorizadas mas não deverá influenciar o desfecho da corrida, que dificilmente fugirá a uma discussão ao sprint. No entanto é preciso olhos bem abertos e atenção redobrada nestes primeiros dias do Tour porque, as quedas e furos costumam ser um dos ingredientes da festa. Não esquecer as estradas estreitas de Inglaterra que serão mais um fator a juntar ao nervosismo porque, todos querem estar ao melhor nível na competição mais importante do ano.
Etapa 2 » York › Sheffield, 201km
York acolhe a partida da segunda ronda da prova francesa, uma etapa que está a gerar muita curiosidade e expectativa entre os adeptos mas também dentro do pelotão. Serão um total de nove contagens de montanha, todas elas curtas e de grande dureza, com o ingrediente principal a estar guardado para bem perto da meta, um muro de apenas 800m de extensão mas com impressionantes 10% de inclinação a pouco mais de cinco quilómetros da chegada deverá partir ainda mais a corrida e deixar os sprinters definitivamente de fora da discussão da etapa que se deverá fazer entre os classicomanos. Os favoritos à geral a terão uma etapa de nervos para evitar serem apanhados em cortes e perderem tempo importante.
Etapa 3 » Cambridge › London, 155km
Para terminar a estadia do Tour por terras de sua majestade não poderia faltar uma passagem pela capital inglesa. Londres será palco da final da terceira etapa com uma chegada em frente ao Palácio de Buckingham, mesmo “à porta” de sua majestade, como aconteceu nos Jogos Olímpicos de 2012. É uma etapa maioritariamente plana que, perspetiva-se, será facilmente controlada pelas equipas dos sprinters para no final os homens mais rápidas discutirem a vitória nas ruas londrinas.
Etapa 4 » Le Touquet Paris-Plage › Lille, 163.5km
Ao quarto dia de corrida o pelotão aterra em solo gaulês com uma etapa que não deverá ter outro final que não uma chegada ao sprint, até porque no dia seguinte há um “mini” Paris-Roubaix para se percorrer e toda a gente quer estar o mais fresco possível.
Etapa 5 » Ypres › Arenberg Porte du Hainaut, 155.5km
É tempo da grande batalha da primeira semana do Tour de France, ao quinto dia as contas vão começar a fazer-se. A partida é dada em solo belga e o pelotão ruma para a região de Nord-Pas-de-Calais, que todos os adeptos do ciclismo conhecem mais não seja pela publicidade que todos os anos veem no velódromo de Roubaix, para enfrentarem nada mais nada menos que nove dos sectores do Paris-Roubaix. No entanto ao contrário do que acontece na clássica francesa há mais corrida para além deste dia, por isso os homens da geral não podem abdicar da corrida e estarão de andar lado a lado com os especialistas do paralelo. Será um confronto épico, ninguém quer perder, todos querem entrar bem colocados e o caos vai reinar nas estradas gaulesas. No fim do dia haverá certamente homens a fazer contas a tempo perdido e quem sabe com o sonho do Tour hipotecado.
Etapa 6 » Arras › Reims, 194km
Mais uma etapa ao jeito dos homens mais rápidos do pelotão com o perfil praticamente todo plano, no entanto depois do duríssimo dia anterior não será de espantar que seja dado espaço a uma fuga para vingar e que o restante pelotão aproveite para retemperar forças.
Etapa 7 » Epernay › Nancy, 234.5km
Novamente um dia plano é o menu para a etapa sete da Grande Boucle. Mas ao contrário de outros dias não devem ser os sprinters puros a estarem na discussão da etapa muito por culpa de duas montanhas de quarta categoria, a última das quais a menos de 5km da meta, que deverão dar oportunidade para os punchers e os sprinters mais resistentes discutirem a tirada.
Etapa 8 » Tomblaine › Gerardmer, 161km
A oitava etapa marca a entrada na cordilheira do Vosges. Serão 130km planos até se encontrar a primeira das três montanhas do dia que marcam o resto da etapa, será o primeiro aperitivo daquilo que poderá suceder a alta montanha, com o final a acontecer na rampa de La Mauselaine com 1,8km de extensão e 10,3% de inclinação média que fazem lembrar, por exemplo, o Mur d’Huy. Será então um dia para os trepadores mais explosivos estarem na discussão da tirada.
Etapa 9 » Gerardmer › Mulhouse, 170km
Esta jornada parece daquelas feitas para que vingue uma fuga. Com a seleção já praticamente feita depois das colinas britânicas, do paralelo e da etapa do dia anterior haverá homens já com liberdade para andarem ao ataque. A última subida do dia encontra-se ainda a 40km do final por isso também será para por de parte a possibilidade do ataque de um dos favoritos de tão longe com uma etapa de alta montanha no dia seguinte.
Etapa 10 » Mulhouse › La planche des Belles Filles, 161.5km
O primeiro dia de alta montanha no Tour de France com sete contagens de montanha que prometem muito espetáculo nas estradas Alsacianas. O final acontece na subida para La planche des Belles Filles, uma subida de apenas 6km mas com impressionantes 8,5% de inclinação que prometem uma batalha empolgante pela vitória da etapa entre os favoritos à vitória na classificação geral que não deverão entrar em poupanças visto que terão descanso no dia seguinte. Com a particularidade de acontecer dia 14 de Julho, feriado nacional de França, será uma tirada onde os trepadores gauleses também quererão ter uma palavra a dizer.
1.Descanso
Etapa 11 » Besancon › Oyonnax, 187.5km
Uma etapa de transição com o pelotão a dirigir-se para os Alpes. Perfil “rompe pernas” irregular, com um final que será difícil para os sprinters puros. Algumas equipas já devem ter perdido alguns elementos por esta altura, fazendo a perseguição de uma fuga mais complicada e irá obrigar a equipa do camisola amarela a trabalhar para manter a camisola. A chegar em pelotão será para homens rápidos e bons “descedores”, mas deverá ser uma fuga – ou até um só rolador corajoso – a vingar.
Uma jornada com um perfil ligeiramente acidentado, mas que termina com 50 km em falso plano – o que anula as intenções mais sérias de levar uma fuga à vitória. Será uma etapa para decidir ao sprint pelos concorrentes à camisola verde.
Etapa 13 » Saint-Etienne › Chamrousse, 197.5km
À porta de mais um fim-de-semana de montanha, surge mais um sério teste a todos aqueles que ainda estiverem “em jogo” na competição. Uma tirada que liga Saint-Étienne a Chamrousse e que pelo caminho conta ainda com mais dois prêmios de montanha. Com cerca de 18km de extensão e uma inclinação média de 7,3% a subida a Chamrousse leva os ciclistas aos 1700m de altitude e promete espetáculo.
Etapa 14 » Grenoble › Risoul, 177km
Mais um dia passado nas estradas Alpinas. Desta vez a etapa leva os corredores de Grenoble a Risoul, num percurso com bastante dificuldade. O que têm pela frente são 177km com mais três contagens de montanha, duas de primeira e uma de categoria especial. Depois de já terem ultrapassado o Col de Lautaret e o Col d’Izoard, os ciclistas enfrentam uma ultima subida com cerca de 12km a uma inclinação média de aproximadamente 7%.
Etapa 15 » Tallard › Nimes, 222km
Depois de dois dias importantes para os homens da geral, e já com os olhos postos no segundo dia de descanso, os ciclistas enfrentam uma etapa longa. Uma tirada quase toda ela plana e sem muita história que deverá terminar com mais um sprint entre aqueles que lutam pela classificação dos pontos na prova francesa.
Ao décimo sexto dia encontramos a maior tirada do Tour deste ano. São nada mais nada menos que 237,5km que ligam Carcassonne a Bagneres-de-Luchon em mais uma etapa de alta montanha, dia em que o pelotão internacional atinge os Pirenéus pela primeira vez. Com cinco contagens de montanha prontas a serem ultrapassadas, a última delas de categoria especial seguida de uma longa descida, este pode ser muito provavelmente um dia para a fuga ter êxito.
Este será o segundo dia que os ciclistas passarão nos Pirenéus numa etapa muito curta que chegará a passar ainda por estradas Espanholas. Apesar de curta esta etapa pode ser um autêntico inferno para aqueles que acusarem o peso das duas semanas de prova nas pernas já corridas. Nesta etapa que liga a região de Saint-Gaudens a Saint-Lary-Soulan, os corredores terão pelo caminho quatro contagens de montanha, três de primeira categoria e uma de categoria especial já no seu final, que servirá para criar novas diferenças ou afundar ainda mais os que já estiverem um pouco atrasados.
Etapa 18 » Pau › Hautacam, 145.5km
Esta será a ultima oportunidade para as diferenças em estradas montanhosas serem feitas. Antes do contrarrelógio decisivo surge uma etapa com cerca de 145km, que liga a cidade de Pau ao alto do Hautacam e que tem pelo meio o mítico Col du Tourmalet. A subida final conta com quase 14km a 7,8% de inclinação média e leva os corredores a 1500m de altitude num dia em que se podem fazer diferenças significativas.
Etapa 19 » Maubourguet val d\'Adour › Bergerac, 208.5km
Com o contrarrelógio já praticamente em cenário, os corredores que lutam pela geral encontram aqui um dia um pouco mais tranquilo naquilo que pode ser uma boa oportunidade para recuperar forças perdidas. Para os homens do sprint, será a penúltima oportunidade para mostrarem o seu valor antes de atingirmos os Campos Elísios numa etapa sem grande história onde a sua única dificuldade poderá ser um muro de 1,3km a 7,6% de inclinação média que os corredores encontram a cerca de 15km do fim.
Etapa 20 (CRI) » Bergerac › Perigueux, 54km
Finalmente chega o contrarrelógio, uma etapa que levará os ciclistas a executarem um esforço individual durante cerca de 54km, num percurso acidentado com alguns falsos planos e ainda uma curta subida de 1,4km a 6,4% já bem perto da meta. Esta será a etapa que ditará quase certamente o vencedor da prova deste ano, num dia em que alguns homens da geral estarão em luta direta com os contrarrelogistas puros pela etapa.
Etapa 21 » Evry › Paris Champs Elysées, 137.5km
A etapa da consagração! O dia que, certamente, marcará a vida de quem conseguir vencer mais uma edição da prova de desporto mais vista em todo o mundo. Como já é tradicional a etapa seguramente terminará ao sprint na última oportunidade que os corredores mais rápidos têm para se mostrarem presentes. No entanto, não descorar todos aqueles ataques também eles habituais já dentro do circuito final.
Classificação Geral:
Favoritos:
Chris Froome (29 anos) - Team Sky ★★★★★ Apesar de uma época que anda ligeiramente mais pobre em resultados do que no ano passado Chris Froome não deixa de ser apontado com um dos maiores favoritos para a vitória final no Tour de France deste ano. Com uma equipa muito forte para a montanha com Richie Porte, Mikel Nieve, David López e Vasil Kiryienka é de esperar voltar a ver o comboio de montanha britânico a entrar ao serviço quando for hora de subir. A estes junta Geraint Thomas e Bernhard Eisel experientíssimos para a ajuda essencial na etapa do pavê e ainda Xabier Zandio e Danny Pate essenciais para controlarem etapas de transição. Apesar de ser dos trepadores mais fortes do pelotão poderá perder algum tempo em etapas vocacionadas para os homens mais explosivos como são os casos da segunda e oitava tiradas, a etapa 16 com o final em descida é também uma incógnita saber se a Team Sky conseguirá controlar os ataques na descida ou se terá de ser Froome a responder aos mais fortes a descer como Vincenzo Nibali ou Alberto Contador. Por outro lado tem o contrarrelógio final a seu favor para ganhar tempo aos adversários diretos.
Alberto Contador (31 anos) - Tinkoff-Saxo ★★★★★ Se a época não está a correr de feição a Froome o mesmo não se pode dizer de Contador que está a fazer uma temporada ao seu maior nível. Vencedor no Tirreno-Adriatico e na Volta ao País Basco junta ainda a estes títulos o segundo posto na Volta ao Algarve, Volta à Catalunha e Critérium du Dauphiné. Fez uma exibição de luxo no Dauphiné onde bateu por duas vezes Chris Froome e que o relançou para as preferências dos adeptos (e das casas de apostas) para a vitória final deste Tour. Apesar de não ter Roman Kreuziger continua a poder contar com uma equipa muito forte com Rafal Majka, Michael Rogers, Nicolas Roche e Jesus Hernandez como apoio nas montanhas - com a desvantagem dos três primeiros terem já um Giro nas pernas - e Bennati e Tosatto para o ajudarem no paralelo a quem se juntam Morkov e Paulinho, importantes no terreno plano. Já vimos que Contador está de volta aos bons velhos tempos e não podemos falar de um terreno predileto para "El Pistolero" visto que é capaz de estar ao ataque na alta montanha, nas colinas ou até mesmo na descida. No entanto se quiser mesmo triunfar no Tour terá de ganhar uma vantagem confortável para se defender de Froome no contrarrelógio.
Outsiders:
Vincenzo Nibali (29 anos) - Astana Pro Team ★★★★ O tubarão de Messina apresenta-se um patamar abaixo de Froome e Contador na lista de favoritos para discutir esta Grande Boucle. Vencedor do Giro de 2013 e da Vuelta de 2010 tenta juntar-se ao restrito grupo de ciclistas que conquistou as três grandes voltas do ciclismo. No entanto a época do recente campeão italiano tem ficado à quem das expectativas com os melhores resultados do italiano a serem o quinto lugar na Volta à Romandia, o sétimo no Critérium du Dauphiné e o já referido título italiano. No entanto não são os maus resultados que lhe retiram as capacidades já evidenciadas na alta montanha, no contrarrelógio e principalmente a descer, uma capacidade que pode permitir à sua equipa uma variedade de estratégia de corridas visto que existem algumas etapas onde as descidas podem ser decisivas. Para o ajudar na montanha conta com Jakob Fuglsang, Michele Scarponi, Tanel Kangert e ainda Lieuwe Westra. Na etapa de pavê aparece um pouco desapoiado devendo ser Maxim Iglinsky a sua melhor ajuda. De resto Alessandro Vanotti, Dmitriy Gruzdev e Andriy Grivko serão homens para ajudarem no terreno plano e talvez nas etapas mais colinosas.
Alejandro Valverde (34 anos) - Movistar Team ★★★★ O murciano será mais uma vez o chefe de fila da Movistar para o Tour, tentando fintar o azar que o tem assolado na prova francesa e subir finalmente ao pódio em Paris. Leva uma época recheada de vitórias, com um total de nove triunfos, com a maior a ser a da Flèche Wallone e ainda o recente título de campeão espanhol de contrarrelógio. Fez uma preparação diferente de todos os seus adversários não correndo nem no Dauphiné, nem na Suiça mas sim na Route du Sud onde terminou em segundo atrás de Nicolas Roche. Tem a vantagem de ser dos mais explosivos do pelotão, fator que o coloca no lote dos favoritos das etapas 2 e 8. Para o ajudar conta com uma equipa coesa com uma mistura entre homens mais velhos como Ruben Plaza, John Gadret e Imanol Erviti e ainda jovens jovens como Jesus Herrada e Ion Izagirre. Beñat Intxausti que terminou em oitavo o Giro do ano passado, onde chegou a liderar, deverá ser um dos grandes apoios de "Bala" na montanha, enquanto Rojas deverá tentar defender o seu líder na etapa de pavê. Por fim Visconti é um corredor muito completo que poderá ser útil nas colinas, no terreno plano e até mesmo a subir.
Jurgen Van den Broeck (31 anos) - Lotto Belisol ★★★★ Se Valverde vai tentar fintar o azar neste Tour o mesmo se pode dizer de Van den Broeck que tem sido muito massacrado pelas quedas e pelas lesões. No entanto o belga parece estar inteiramente recuperado e provou isso com o terceiro lugar no recente Critérium du Dauphiné a que junta uma série de boas exibições no terreno montanhoso. Apesar da sua equipa estar maioritariamente vocacionada para Andre Greipel não será por isso que o belga deixará de ter apoio. Bart de Clercq deverá ser a sua principal ajuda no terreno montanhoso, juntando um Adam Hansen que subiu be na Volta à Turquia e um Tony Gallopin que poderá ser uma importante ajuda quer na montanha, nas colinas mas principalmente na etapa de pavê.
Bauke Mollema (27 anos) - Belkin-Pro Cycling Team ★★★ O holandês o chefe-de-fila da formação da Belkin neste Tour de France e tem como objetivo melhorar o 6º lugar da temporada passada. Numa temporada dividida entre as provas por etapas e as clássicas Mollema apresenta como melhores resultados um terceiro lugar na Volta à Suiça e ainda um 4º na Flèche Wallone e o 7º na Amstel Gold Race. A equipa que o rodeia é bastante coesa e experiente com Laurens Ten Dam a fazer-lhe a guarda de honra quando for hora de subir, sendo que Steven Kruijswijk poderá ser também uma boa ajuda. Por outro lado apresenta uma equipa fortíssima para atacar a etapa de pavê com Sep Vanmarcke, Lars Boom e Maarten Wynants a serem armas fortíssimas para estarem junto de Mollema, numa etapa onde o holandês aparece como um dos principais interessados em fazer diferenças para os adversários. A restante equipa apresenta um leque forte de roladores com Tom Leezer, Bram Tankink e Stef Clement.
Andrew Talansky (25 anos) - Garmin Sharp ★★★ O americano é mais recente vencedor do Critérium du Dauphine e já sabe o que é terminar nos dez primeiros da Volta a França depois do 10º lugar do ano passado a que junta ainda um 7º posto na Vuelta de 2012. Este ano para além da vitória do Dauphiné junta ainda ao seu palmares desta época o 7º lugar da Volta à Catalunha e um 11º na Volta à Romandia. Apresenta como maior arma a seu favor a sua qualidade no contrarrelógio o que lhe pode conferir uma boa vantagem na luta contra o cronometro do penúltimo dia. Na montanha tendo vindo a melhorar as suas aptidões de ano para ano e conta ainda com o forte apoio de Janier Acevedo e quem sabe de algum dos jovens da equipa, Ben King e Alex Howes. Tom-Jelte Slager será um homem para andar junto do americano nas colinas e ainda Johan Vansummeren, vencedor do Paris-Roubaix de 2011, e Sebastian Langeveld como ajudas para importantíssimas para a etapa de pavê. Por fim Navardauskas e Jack Bauer são os homens fortes para defender o seu líder no terreno plano.
Tejay Van Garderen (25 anos) - BMC Racing Team ★★★ O jovem americano aparece pela primeira vez no Tour ao leme dos destinos da BMC depois de dois anos a partilhar a liderança com Cadel Evans. Tejay foi uma das figuras de destaque no Tour de 2012 ao terminar em quinto da geral e vencer a camisola da juventude teve uma primeira parte de época muito boa com um segundo lugar no Volta a Omã, terceira na Volta à Catalunha onde venceu a etapa rainha e ainda sexto na Volta ao País Basco, desde aí esteve fora de competição e regressou no Critérium du Dauphiné onde terminou no 13º posto. Para o ajudar Van Garderen traz consigo Peter Stetina, Darwin Atapuma e Peter Velits para o suportarem na montanha onde terá de se defender para depois poder por em prática a sua força no contrarrelógio. Greg Van Avermaet, Marcus Burghardt e Daniel Oss fazem guarda de honra ao americano no pavê enquanto Michael Schar e Amael Moinard serão homens para ajudar um pouco em todos os terrenos.
Thibaut Pinot (24 anos) - FDJ.fr ★★ O homem da FDJ é a grande esperança dos franceses para este Tour de France. Depois da desilusão no Tour do ano passado Pinot deu a volta por cima e conseguiu um sétimo lugar na Vuelta de 2013. Apresenta-se como o grande favorito a vencer a classificação da juventude e vem mostrando uma evolução não só na montanha mas também no contrarrelógio, no entanto o grande clacanhar de Aquiles de Pinot são as descidas que o "tramaram" no ano passado. Vamos ver se o trabalho levado a cabo para melhorar essa vertente surtiram efeito na francês. Quanto à equipa Pinot aparece um pouco desprotegido na montanha visto que Arnold Jeanesson não tem confirmado as credenciais que evidenciava enquanto jovem e Roy está longe de poder ser uma ajuda nos momentos decisivos, por outro lado no pavê apresenta uma equipa mais coesa com Ladagnous e Bonnet, contando ainda com Arthur Vichot para as colinas. A restante equipa está centrada no apoio a Démare.
Rui Costa (27 anos) - Lampre-Merida ★★ O campeão do mundo enfrenta o maior desafio da sua carreira neste Tour de France. Depois de cinco participações no Tour na estrutura da Movistar, onde conseguiu três vitórias de etapa e ajudou ainda Valverde e Quintana nas suas batalhas da classificação geral, o português tenta agora finalizar no dez primeiros da Grande Boucle. Está neste momento a assinar aquela que é talvez a melhor época da sua carreira, de arco-íris ao peito foi terceiro na Volta ao Algarve, segundo no Paris-Nice, terceiro na Volta à Romandia e primeiro na Volta à Suiça - onde obteve a sua primeira etapa deste ano. Já evidenciou a suas qualidades na média montanha mas na alta montanha ainda tem de provar que consegue andar com os favoritos a do Tour, para o ajudar neste terreno conta com Jose Serpa, Rafael Valls, Durasek e a grande incógnita Chris Horner - o vencedor da Vuelta do ano passado lesionou-se e regressou recentemente e a sua forma é duvidosa. Para a pavê as ajudas para Costa não serão muitas visto que o especialista da equipa Filippo Pozzato ficou em casa. Já o campeão português, Nélson Oliveira, deverá andar junto de Rui no plano enquanto a restante equipa se direciona para o apoio a Modolo.
Simon Spilak (28 anos) - Katusha ★★ O esloveno fez uma época de 2013 de bom nível e a de 2014 segue também bem encaminhada, por isso mesmo tem agora a sua primeira oportunidade de liderar a equipa numa grande volta. Este ano foi nono na Volta ao Algarve, oitavo no Paris-Nice, quarto na Volta ao País Basco e ainda segundo na Volta à Romandia onde venceu a etapa rainha. Mais recentemente conquistou uma etapa no Critérium du Dauphiné. Para o ajudar na montanha tem os russos Yuri Trofimov e Egor Silin, enquanto Joaquim Rodriguez vem ao Tour para preparar a Volta a Espanha. a restante equipa encontra-se sobretudo centrada em Alexander Kristoff.
Jean Christophe-Peraud (37 anos) - AG2R La Mondiale ★★ Apesar da sua idade o francês da AG2R continua a ser dos melhores corredores do seu país no que toca a corridas por etapas. Este ano conseguiu um quarto lugar no Tirreno-Adriatico, a vitória no Critérium International e ainda o quarto posto na Volta ao País Basco. É um corredor bastante completo apresentando qualidade nas subidas e no contrarrelógio e que aponta a repetir o top-10 conseguido em 2011. Para o ajudar conta com Romain Bardet, - que será o co-líder da equipa - Christophe Riblon na montanha com Blel Kadri, Mikael Cherel e Matteo Montaguti a poderem ser também ajudas para o gaulês. Já Sebastien Minard deverá ser o melhor homem para ajudar na pavê, se bem que Peraud está habituado a terreno duros uma vez que foi durante muito tempo praticante de BTT.
Frank Schleck (34 anos) - Trek Factory Racing ★★ O luxemburguês, tal como o seu irmão, tem andado longe das perfomances de do período 2008-2011 e por isso mesmo fora das contas para a vitória do Tour. No entanto Frank dá alguns sinais de recuperação de depois de ter sido sexto no Critérium International e nono na Volta ao Luxemburgo e por isso é aposta da Trek para atacar um lugar nos dez primeiros. Para a montanha para além da ajuda do seu irmão tem ainda Haimar Zubeldia, Matthew Busche e Jens Voigt - que este ano faz a sua despedida do Tour. O pavê ficou bem marcado na memória de Frank depois de em 2010 ter caído num etapa similar à etapa cinco deste Tour e onde foi forçado a abandonar, mesmo assim este ano conta com a ajuda do Spartacus, Fabian Cancellara, e ainda de Gregory Rast.
Mathias Frank (27 anos) - IAM Cycling ★★ O suiço tem vindo a demonstrar uma grande evolução nas provas por etapas com a melhoria das suas qualidades quer a subir, quer no contrarrelógio. Este ano foi segundo no Critérium International, na Volta à Baviera e na Volta à Suiça, - vencendo a etapa rainha nas duas primeiras - a que junta ainda um quarto na Volta à Romandia. É assim mais um homem para juntar à luta por um lugar nos dez primeiros. As ajudas que traz para o terreno montanhoso são dois compatriotas seus, Marcel Wyss e Sebastien Reichenbach, contando ainda com uma equipa de luxo para o ajudar no paralelo com Chavanel, Haussler e Elmiger. De resto tem ainda o apoio do experiente Jerome Pineau e do suiço Reto Hollenstein para as etapas planas. Roger Kluge deverá estar sobretudo no apoio a Haussler nos sprints.
Outros: Michal Kwiatkowski, Joaquim Rodriguez, Richie Porte, Daniel Navarro, Romain Bardet, Michael Rogers, Jakob Fuglsang, Laurens Ten Dam, Pierre Rolland, Haimar Zubeldia, Leopold Konig, Tiago Machado Andy Schleck, Rein Taaramae
Registado: 12 Ago 2013, 17:40 Mensagens: 805 Localização: Quinta do Conde, Sesimbra
Voto no Nibali. Penso que deve ser o maior objectivo da época dele. Gostava de ver Contador ao mais alto nível de novo e gostava de ver o Rigoberto Uran, bem melhor para o ano. Não no Tour, mas na época em geral. Froome é o maior candidato depois do baile que deu este ano. Bradley Wiggins, não sei se vai ou não participar, não acredito muito, mas também é candidato. Quanto a Horner, Mollema e Valverde, penso que não irão fazer grande coisa no Tour.
Registado: 19 Mai 2011, 22:48 Mensagens: 779 Localização: Ermesinde
Há muito que esperava uma etapa em Saint-Lary-Soulan e finalmente vai haver uma A etapa de Arenberg vai ser muito interessante.
O Rui Costa na entervista á Eurosporto marcou a etapa de Risoul, o Froome a da Planche des Belles Filles, o Contador a de Hautacam, o Marcel Kittel e o Cavendish a de Harrogate.
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Editado pela última vez por NCIS em 23 Out 2013, 11:54, num total de 1 vez.
Continua a levar vantagem sobre os adversários, mas se o crono fosse na 1ª ou 2ª semana as diferenças seriam maiores. No penúltimo dia vai contar sobretudo a condição física.