Mike Escreveu:
Agora a ver essa informação lembrei-me de algo. Não é de agora, mas dá-me ideia que o pelotão em Portugal anda sempre a um ritmo bem mais elevado que o esperado. As fugas têm sempre uma curta vantagem (claro, há excepções), o desgaste é sempre enorme mesmo para quem vai cá atrás (lembro-me dos sub-23 mencionarem isso), as médias de corrida são sempre elevaditas... Não consigo de todo comparar com o pelotão internacional, mas pelo menos é a imagem que tenho do pelotão nacional.
O ciclista da MTN que já aqui se falou, se não me engano era o Konovalovas, disse na altura que uma das razões para o ritmo em Portugal ser muito alto é a falta de tática por parte das equipas e eu penso que ele tem uma boa dose de razão.
Muitas das etapas são disputadas quase como se fossem clássicas sempre com muitos ataques, depois as equipas nunca sabem o que fazer com as fugas, ou andam sempre forte, deixando-lhes pouca margem e, não raras vezes, alcançando-as cedo demais levando a partes finais cheias de ataques e contra-ataques ou deixam-nas ganhar demasiado tempo e só se lembram de perseguir demasiado tarde. E, depois, como há 2/3 equipas bastante mais fortes que a concorrência dão-se fenómenos muito caraterísticos de cada uma delas como a Efapel que, sendo por vezes uma "constelação de estrelas" acaba por nunca conseguir ter um só líder e trabalhar em exclusivo para este ou a LA que, pelo menos durante uns tempos, sempre que tinha a liderança de uma prova a fuga chegava porque eles se recusavam a puxar na frente do pelotão.
No entanto, não será só falta de tática, também se deve ao fato de os candidatos serem quase sempre os mesmos e as equipas entrarem em todas as provas com objetivo de lutar pela vitória. Enquanto no pelotão internacional há objetivos diferenciados, aqui as equipas querem sempre todas o mesmo.